O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (15/9) que “a história lembrará deste momento” durante o discurso de abertura do julgamento que analisa a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes.
Ao iniciar a sessão, Fachin destacou que o momento é acompanhado não apenas pelos brasileiros, mas também terá importância para as próximas gerações.
“O país olha para esta Corte. A história também olhará para este momento. Hoje não prestamos contas apenas aos nossos contemporâneos. Prestamos contas àqueles que nos antecederam e às gerações que nos sucederão”, afirmou.
O presidente do STF também ressaltou que a instituição não pertence aos ministros que atualmente integram a Corte e defendeu a responsabilidade de preservar o tribunal.
“Essa instituição não nos pertence. Nós a recebemos do passado. Temos o dever de preservá-la no presente e haveremos de entregá-la ao futuro”, disse.
Ao encerrar a fala, Fachin afirmou que a Corte precisa estar à altura da responsabilidade que recebeu.
“A instituição há de se saber, neste momento, estar à altura da responsabilidade que recebemos. Que assim seja”, declarou.
Julgamento inédito
O STF analisa nesta terça-feira (15/9) se existem elementos para autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master.
O procedimento tem como base, entre outros elementos, 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro e informações encontradas pela Polícia Federal no celular do empresário.
Fachin é o relator do caso e será o primeiro ministro a apresentar o voto. Depois dele, os demais integrantes da Corte devem se manifestar.
O julgamento é considerado inédito porque, pela primeira vez, o Supremo analisa a possibilidade de investigar um de seus próprios ministros.
