A corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial cria um problema que vai além dos avanços tecnológicos: empresas e governos têm incentivos para acelerar mesmo quando reconhecem os riscos envolvidos. A partir do dilema do prisioneiro, conceito da teoria dos jogos, o texto explica por que a autorregulação tende a falhar quando uma decisão individual pode gerar vantagem competitiva. Nesse cenário, a segurança da IA depende menos de compromissos voluntários e mais da criação de regras, monitoramento e mecanismos capazes de tornar a cooperação mais vantajosa do que a corrida pelo risco.
