O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na segunda-feira (28), após a indicação ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Pacheco ocupa a vaga deixada por Bruno Dantas, que deixou o tribunal para atuar no setor privado. Com a posse, o ex-senador encerra uma trajetória de oito anos no Senado e passa a integrar o colegiado responsável, entre outras atribuições, pela fiscalização da aplicação de recursos públicos federais.
A indicação de Pacheco para o TCU ocorreu depois de uma carreira política construída principalmente em Minas Gerais. Advogado, ele foi deputado federal antes de ser eleito senador em 2018. No Senado, presidiu a Casa por dois mandatos consecutivos.
Durante a passagem pela presidência do Senado, Pacheco participou de discussões sobre projetos de interesse do governo federal, pautas econômicas e propostas em tramitação no Congresso. Ele também conduziu votações de matérias relacionadas ao funcionamento dos Poderes e à legislação nacional.
Pacheco chegou a ser cotado para o STF
Antes da indicação para o TCU, o nome de Rodrigo Pacheco chegou a ser considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A possibilidade ganhou força durante as discussões sobre a sucessão de ministros da Corte, mas a indicação acabou recaindo sobre Jorge Messias.
Pacheco também foi procurado para disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O ex-senador, no entanto, decidiu não participar da disputa e permaneceu no Senado até a nomeação para o TCU.
Como funciona o TCU
O Tribunal de Contas da União é formado por nove ministros. Três são indicados pelo presidente da República e seis pelo Congresso Nacional. Os ministros analisam, entre outros pontos, a aplicação de recursos federais e a atuação de órgãos e entidades da administração pública.
Com a posse, Pacheco passa a exercer o cargo até a aposentadoria compulsória, prevista aos 75 anos. A mudança também encerra sua atuação no Legislativo e marca o início de uma nova etapa de sua carreira no controle externo das contas públicas.
