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‘SUS da Segurança’ e fim da ‘saidinha’: saiba o que muda com a nova PEC

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública avança no Senado e promete reestruturar o combate ao crime organizado no país. A medida fortalece a atuação da União e estabelece novas regras para a integração entre as forças policiais estaduais e federais.

Entre as principais inovações, o texto constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Dessa forma, a União, os Estados e o Distrito Federal ganham respaldo jurídico para criar leis conjuntas, organizar forças-tarefa e estruturar ações integradas entre polícias e guardas municipais.

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No âmbito penal, a proposta endurece significativamente o tratamento concedido a integrantes de facções criminosas e milícias. Nesse sentido, o texto determina o cumprimento obrigatório de pena em presídios de segurança máxima e restringe benefícios como a liberdade provisória.

Fim da ‘saidinha’ e confisco imediato de bens

A nova legislação também veda a concessão de saída temporária, a chamada “saidinha”, para condenados por ligação com o crime organizado. Além disso, a proposta autoriza a expropriação imediata de qualquer bem, direito ou valor econômico financiado por atividades ilícitas.

Com o enquadramento rígido, o governo busca asfixiar financeiramente as quadrilhas e impedir a comunicação de lideranças prisionais. Por esse motivo, o texto equipara o combate às milícias privadas às diretrizes aplicadas ao enfrentamento de grandes facções.

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Polícias municipais e novas atribuições para a PRF

Na esfera operacional, a PEC traz mudanças diretas na rotina das forças de segurança locais e federais. Outro ponto central do texto permite que os municípios transformem ou criem guardas locais com atribuições de polícia municipal para atuação ostensiva e comunitária.

Já no nível federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) terá seu raio de atuação expandido para ferrovias e hidrovias do país. Além do mais, a PRF poderá prestar apoio direto aos governos estaduais em operações especiais sempre que houver solicitação oficial.

Por fim, a proposta preserva a competência privativa da União sobre a Polícia Federal e a inteligência de segurança. Assim, o projeto busca criar um arcabouço nacional padronizado para enfrentar a criminalidade em todas as regiões brasileiras.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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