Eduardo Bolsonaro publicou nessa quinta-feira (29/10) a primeira foto ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), após o reencontro dos dois nos Estados Unidos. Na legenda, o ex-deputado afirmou que, mesmo fora do Brasil, não pretende desistir do país.
“Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”, escreveu Eduardo. Ele também citou uma frase atribuída ao escritor Olavo de Carvalho: “não parar, não precipitar, não retroceder”.
A publicação foi feita no mesmo dia em que Flávio divulgou uma carta em que se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10).
No documento, o senador alegou, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política e afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.
Flávio também negou ter fugido do Brasil e disse que deixou o país para continuar a atuação política nos Estados Unidos. Na carta, anunciou que pretende apresentar uma estratégia de mobilização contra o governo federal nos próximos dias.
A viagem do senador ocorre em meio a uma investigação que motivou medidas judiciais relacionadas ao passaporte dele. Apesar das acusações feitas por Flávio, não foram apresentadas provas de irregularidades capazes de alterar o resultado da eleição presidencial.
Já Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025, quando se licenciou do mandato de deputado federal. Durante o período no exterior, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atuou para convencer autoridades americanas a impor sanções contra o Brasil e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, perdeu o mandato por excesso de faltas e foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por sua atuação para pressionar instituições brasileiras com apoio estrangeiro.
Em outubro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a expedição de um mandado de prisão contra o ex-parlamentar, após o encerramento das possibilidades de recurso no processo. A decisão também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo. Como ele permanece nos Estados Unidos, o cumprimento da pena depende de medidas que viabilizem sua prisão
