PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Entenda como funciona o conclave, ritual que define o novo papa

Siga no

Dos 252 cardeais, 149 foram nomeados por Francisco (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

Com a morte do papa Francisco, nessa segunda-feira (21), a Igreja Católica se prepara para o conclave, processo tradicional que define quem será o novo pontífice. O termo vem do latim cum clave — “fechado a chave” — e remete ao voto secreto realizado na Capela Sistina, no Vaticano, onde a fumaça branca anuncia ao mundo que um novo papa foi escolhido.

Ao todo, 252 cardeais integram o Colégio Cardinalício, mas apenas os que têm menos de 80 anos participam da votação. Hoje, esse grupo soma 135 cardeais eleitores, embora o limite previsto seja de 120 — número que pode ter exceções.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O que acontece após a morte do papa?

Após o velório e o sepultamento, o Vaticano entra em um período de luto de nove dias, chamado de Sé Vacante, quando a Igreja fica oficialmente sem seu líder. Durante esse período, o Colégio Cardinalício é convocado e assume a responsabilidade de organizar o conclave, sob a coordenação do carmelengo, atualmente o irlandês Kevin Farrell, que exerce interinamente a chefia de Estado do Vaticano.

Os cardeais ficam hospedados na Casa Santa Marta, a mesma onde Jorge Mario Bergoglio decidiu viver durante seu pontificado, abrindo mão do apartamento papal no Palácio Apostólico.

Como funciona a eleição do novo papa?

Antes da votação, ocorrem reuniões gerais em que todos os cardeais discutem os desafios da Igreja e traçam o perfil desejado para o próximo papa. Apenas depois dessas sessões começam as votações formais, realizadas a portas fechadas na Capela Sistina.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No primeiro dia, se a votação começar à tarde, é feita apenas uma rodada. A partir do segundo dia, são permitidas até quatro votações diárias, duas pela manhã e duas à tarde. Cada cardeal escreve o nome do escolhido em um papel, que é depositado em uma urna. A contagem é feita por três apuradores, com os votos furados, amarrados e depois queimados.

  • Fumaça preta: não houve eleição, o processo continua.
  • Fumaça branca: um novo papa foi escolhido, após atingir pelo menos dois terços dos votos.

O conclave mais longo da história durou quase três anos, entre 1268 e 1271, até a eleição de Gregório X.

O anúncio: Habemus Papam

Se um cardeal aceita a missão, ele escolhe o nome que usará como papa. Foi assim que Bergoglio adotou o nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis. Em seguida, o Vaticano anuncia oficialmente com a tradicional frase em latim: “Habemus Papam” — temos papa.

Logo depois, o novo pontífice aparece na sacada da Basílica de São Pedro para sua primeira bênção pública.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A participação brasileira no conclave

O Brasil conta com oito cardeais no Colégio Cardinalício, sendo sete eleitores. Apenas dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, tem mais de 80 anos e, por isso, não participa da votação. Ele, no entanto, esteve no conclave que elegeu Francisco em 2013.

Os cardeais brasileiros com direito a voto são:

  • João Braz de Aviz, 77 anos (arcebispo emérito de Brasília);
  • Odilo Scherer, 75 anos (arcebispo de São Paulo);
  • Leonardo Ulrich Steiner, 74 anos (arcebispo de Manaus);
  • Orani Tempesta, 74 anos (arcebispo do Rio de Janeiro);
  • Sérgio da Rocha, 65 anos (arcebispo de Salvador);
  • Jaime Spengler, 64 anos (arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB);
  • Paulo Cezar Costa, 57 anos (arcebispo de Brasília).

Escolha guiada pela fé

Em entrevista nesta segunda-feira, dom Raymundo Damasceno destacou que o conclave não é um processo político, mas uma decisão de fé.

“É uma obra de Deus, uma ação do Espírito Santo. Conclave é tempo de silêncio, de oração, de ponderação”, afirmou o cardeal.

Ele lembrou que 80% dos eleitores foram nomeados por Francisco, que durante o seu papado deu destaque às periferias do mundo. O atual colégio eleitoral é considerado um dos mais diversos da história da Igreja.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A composição do colégio eleitoral

Entre os 252 cardeais, a divisão por regiões é a seguinte:

  • 114 europeus (46,5% com direito a voto);
  • 37 asiáticos;
  • 32 sul-americanos;
  • 29 africanos;
  • 28 norte-americanos;
  • 8 da América Central;
  • 4 da Oceania.

Desse total, 149 cardeais foram criados por Francisco, sendo 108 deles eleitores.

O próximo papa, além de líder religioso, será o novo chefe de Estado do Vaticano.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com Agência Brasil

Compartilhar matéria

Siga no

Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Avião cai na Bolívia após voar em círculos por duas horas em suspeita de ‘voo fantasma’

Ramagem foi detido após infração de trânsito e deve ser liberado, diz Eduardo Bolsonaro

ICE prende Ramagem nos EUA e ex-deputado deve enfrentar extradição

Trump se compara a Jesus horas depois de atacar Papa Leão XIV

VÍDEO: Reencontro entre astronauta e cachorrinha após missão histórica na Lua emociona

Trump chama Papa Leão de ‘fraco’ e diz que o líder religioso está ‘agradando a esquerda radical’

Últimas notícias

Artur Jorge admite preocupação com defesa do Cruzeiro após derrota na Libertadores

Kaiki cobra ajuste defensivo após gol no fim e derrota do Cruzeiro

América derrota o Sampaio Corrêa-RJ e vence a primeira partida na Copa Sul-Sudeste

Cruzeiro x Universidad Católica: Matheus Cunha rebate críticas e diz que gols ‘não eram defensáveis’

Cruzeiro sofre gol nos acréscimos e perde para a Universidad Católica-CHI

MP defende retomada de cassação de Lucas Ganem na Câmara de BH

Alexandre Ramagem é solto nos EUA

Dólar fecha praticamente estável em dia de cautela e segue abaixo de R$ 5

Atlético encara o Juventud buscando recuperação na Sul-Americana; saiba onde assistir