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Atentado contra Charlie Kirk: munição tinha mensagens e letras de Bella Ciao

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Tyler Robinson (à esquerda) e Charlie Kirk ao lado da esposa, Erika (Governo de Utah + Redes Sociais)

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A investigação do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto em um evento na Utah Valley University, revelou que parte da munição usada por Tyler Robinson, 22 anos, trazia mensagens inscritas, incluindo trechos da canção Bella Ciao.

O que a polícia encontrou nas balas

De acordo com as autoridades de Utah, as cápsulas apreendidas ao lado da arma estavam enroladas em uma toalha e continham frases como:

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  • O refrão de Bella Ciao
  • “Ei fascista, tome”
  • “Se você estiver lendo isso, você é gay (risos)”

O governador de Utah confirmou que Robinson está preso sem direito a fiança. Até o momento, os investigadores acreditam que ele agiu sozinho.

Quem era Tyler Robinson

Segundo registros públicos, Robinson era um estudante de alto desempenho em Utah e ganhou bolsa para cursar a Utah State University. Não tinha filiação partidária nem histórico de voto nas últimas eleições, mas familiares afirmaram que ele se tornou “mais político nos últimos anos” e chegou a criticar Charlie Kirk.

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Quem era Charlie Kirk

Charlie Kirk, 31 anos, fundou a Turning Point USA, organização conservadora que cresceu em influência durante a primeira campanha de Donald Trump. Também apresentava o The Charlie Kirk Show, podcast popular no ecossistema da direita americana, e escreveu três livros, entre eles The MAGA Doctrine.

No momento do atentado, Kirk participava da primeira parada da turnê “The American Comeback Tour”, em Utah.

A trajetória de Bella Ciao

Embora tenha ganhado notoriedade recente na série La Casa de Papel, a canção surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se símbolo da resistência italiana contra Mussolini e as tropas nazistas.

  • Nos anos 1960, virou hino de protestos de trabalhadores e estudantes na Itália.
  • Durante o governo Berlusconi, foi cantada por partidos de esquerda em atos contra o governo.
  • Já foi entoada em protestos na Turquia (2013), em Hong Kong (2014) e em campanhas eleitorais na Grécia.
  • Também ganhou versões no Chile, Argentina e até paródias em greves trabalhistas.

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Pesquisadores apontam que sua origem pode ser ainda mais antiga: ligada às trabalhadoras de arrozais do Vale do Pó, no século 19, ou derivada de uma canção klezmer gravada em Nova York em 1919 pelo ucraniano Mishka Ziganoff.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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