PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Privatização da Copasa: deputados aprovam PEC que derruba consulta popular

Siga no

Privatização da Copasa ocorre no contexto do Propag (Divulgação)

Compartilhar matéria

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 2° turno, por 48 votos a 22, na tarde desta quarta-feira (5/11), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, que dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização da Copasa no contexto do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União, o Propag.

Agora, a PEC segue para promulgação pelo Legislativo. Na primeira votação, 47 deputados votaram a favor do texto. Após a contagem, Bruno Engler (PL) e Duarte Bechir (PSD) solicitaram que seus votos também fossem computados como favoráveis à alteração, permitindo ao governo estadual alcançar o mínimo necessário de 48 parlamentares apoiadores.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pouco antes da aprovação, a sessão na ALMG foi marcada por confusão. Os deputados Gustavo Valadares (PSD) e Ulisses Gomes (PT) chegaram a se empurrar, obrigando o presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), a solicitar a intervenção da Polícia Legislativa para conter o tumulto.

Entenda a proposta

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), a chamada PEC do Referendo altera a Constituição Estadual para eliminar a exigência de consulta popular antes da privatização de estatais mineiras — neste caso, a Copasa, no contexto do Propag. O programa de pagamento busca reunir recursos, por meio da federalização de bens, para abater a dívida mineira com a União, que passa dos R$ 160 bilhões.

Atualmente, o mecanismo do referendo garante que os eleitores possam decidir se aprovam ou não a venda da companhia de saneamento.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mesmo com a aprovação da PEC, o processo de privatização ainda não será imediato. Para que a Copasa seja efetivamente vendida, dois outros projetos de lei precisam ser votados: um redefine as atribuições da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae-MG), e o outro estabelece as diretrizes para a desestatização da empresa.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Fila do INSS cai 800 mil pedidos em dois meses, afirma ministro da Previdência

PF rejeita pedido de delação de Daniel Vorcaro

PGR se manifesta a favor de redução da pena de homem que quebrou relógio de Dom João VI

Cleitinho passa a ser cogitado pela direita para disputar Presidência da República

Após críticas internas, marqueteiro deixa campanha presidencial de Flávio Bolsonaro

Jornada de 40 horas semanais deve ser calculada por média mensal na escala 6×1, diz relator

Últimas notícias

Desembargadora relata racismo em supermercado: ‘Sem a toga, sou apenas mais um corpo preto’

Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero contra prefeita e ex-senadora

Atlético enfrenta o Cienciano ‘valendo a vida’ na Sul-Americana; saiba onde assistir

Cruzeiro é derrotado pelo Athletico-PR e cai na semifinal da Copa do Brasil Sub-17

Fabi Guedes, técnica do Atlético, é convocada para integrar comissão da Seleção

Depois de ter nome lançado por Roberto Freire, Aécio busca fortalecer candidatura à Presidência com União Brasil

Filme sobre a trajetória de Carolina Maria de Jesus vence prêmio em Cannes

TCE do Rio vai investigar uso de jatinhos e helicópteros durante governo de Cláudio Castro

Dólar cai com sinais positivos sobre guerra, mas permanece na casa de R$ 5,00