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Trump lança ‘Conselho da Paz’ em Davos em meio a críticas e baixa adesão

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Presidente Donald Trump (The White House/Divulgação)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22/1) o chamado “Conselho da Paz” (Board of Peace), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. A iniciativa foi apresentada como uma plataforma multilateral para fomentar a resolução de conflitos internacionais, mas já enfrenta ceticismo, presença reduzida de aliados tradicionais e dúvidas sobre seu impacto prático.

O evento de lançamento contou com um auditório com centenas de lugares vazios, muito diferente do pronunciamento anterior do presidente, que havia atraído grande público no dia anterior.

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‘Este é um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado. Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas’, afirmou Trump.

Como funcionará o Conselho da Paz

O Conselho da Paz foi inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após anos de conflito entre Israel e o Hamas. Porém, a intenção declarada de Trump é ampliar a atuação do organismo para além do Oriente Médio, abrangendo diferentes regiões em guerra ao redor do mundo e propondo soluções diplomáticas e de estabilização.

A minuta da carta constitutiva indica que os membros terão mandatos de três anos, com possibilidade de assento permanente mediante contribuição financeira de US$ 1 bilhão, o que despertou debates sobre a natureza e o financiamento da iniciativa. A Casa Branca, no entanto, afirmou que a quantia é apenas uma referência para assentos permanentes e que a participação não está condicionada a pagamento.

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Em relação à liderança, o documento prevê que Trump terá um papel central, permanecendo como presidente do conselho mesmo além de seu mandato presidencial, sob a interpretação do texto constitucional norte-americano.

Reação internacional e adesões

Países como Suécia e Noruega anunciaram que não participarão da iniciativa, argumentando que seu formato e propósitos carecem de clareza e de alinhamento com organismos existentes, como as Nações Unidas. A França também recusou o convite, e aliados europeus expressaram desconforto com aspectos da proposta.

Por outro lado, líderes de países como Israel e Egito aceitaram integrar o conselho, e Trump afirmou que enviou convites a diversas outras potências, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora o governo brasileiro ainda não tenha confirmado sua participação.

Além disso, Trump anunciou que teria convidado o presidente russo Vladimir Putin para integrar o conselho, mas o Kremlin esclareceu que ainda está considerando o convite e que nenhuma decisão formal foi tomada.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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