O governador Romeu Zema (Novo) voltou a criticar o presidente Lula (PT) e o STF em novos vídeos publicados nas redes sociais. Nos conteúdos, o político afirma que o Brasil “vive a farra dos intocáveis”, citando o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve o presidente petista como tema do desfile, e a investigação do caso do Banco Master.
“Como alguém vai julgar um banco do qual ele era sócio?”, questiona Zema sobre a relação entre o ministro Toffoli, ex-relator do caso que investiga a fraude bilionária do Banco Master. Ele também cita os auxílios variados, como auxílio-iPhone recebido por alguns servidores, os ‘supersalários’ e investigações como a Lava-Jato, afirmando que, mesmo assim, “a farra continua”.
Com partes do vídeo feitas por IA, Zema aparece com camisa preta e fundo totalmente preto, usando estética semelhante à dos vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL), aliado político do governador.
Escola de Samba também entra na mira
Em outro vídeo publicado um pouco mais cedo nesta segunda-feira (23/2), Zema ataca o presidente Lula, com imagens geradas por IA. Nas imagens, fantoches representando o petista e o ministro Alexandre de Moraes conversam sobre o desfile da escola de samba carioca Acadêmicos de Niterói, que desfilou na Sapucaí tendo a história do presidente como personagem central do samba-enredo.
Zema critica o que chama de ‘propaganda eleitoral antecipada’ e volta a afirmar que Lula e ministros do STF são os ‘intocáveis’, que ele descreve como “aqueles que mandam, mas não prestam contas”. O governador de Minas já afirmou, em mais de uma ocasião, que será candidato à presidência da república em 2026, descartando participação em chapa que pode ter Eduardo Bolsonaro.
Convocação para atos em São Paulo
Na noite de domingo (22/2), Zema também usou as redes sociais para convocar um protesto na Avenida Paulista para o próximo domingo, 1º de março. No vídeo, Zema também cita Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ele levanta dúvidas sobre conflito de interesses e contratos ligados à instituição financeira.
O ato será em São Paulo, mas a mobilização também envolve apoiadores em Minas. Até o momento, o STF não se manifestou sobre as declarações do governador.