Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, acionaram o STF nesta quinta-feira (5/3) exigindo que a Polícia Federal apresente dados objetivos que fundamentaram a prisão preventiva do banqueiro. O impacto direto para o andamento da Operação Compliance Zero é a imediata judicialização da detenção executada nessa quarta-feira (4/3), podendo causar reviravoltas na investigação sob a justificativa de cerceamento de acesso aos autos.
Alegações e requerimentos da defesa
A equipe jurídica, chefiada por Edson Gushiken, alega desconhecer os elementos da sentença proferida pelo ministro André Mendonça. O requerimento exige as datas das mensagens de Daniel Vorcaro, comprovação da existência do grupo “A Turma”, laudos sobre invasão de sistemas, justificativas do bloqueio de R$ 2,2 bilhões e evidências dos supostos pagamentos ilegais.
Ações do grupo suspeito
Segundo a PF, Fabiano Zettel operava como contador informal, realizando repasses financeiros para custear intimidações e monitoramentos de pessoas consideradas ameaças. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou Sicário, recebia cerca de R$ 1 milhão mensal para chefiar essa estrutura de neutralização.
Autoextermínio em custódia
Detido na carceragem da PF em BH, Sicário tentou o autoextermínio. Ele foi reanimado por agentes e socorrido pelo Samu até o Hospital João 23, onde permanece internado em monitoramento contínuo e estado grave, com suspeita de morte cerebral.
Prisões anteriores e restrições Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro no Aeroporto de Guarulhos (SP) ao tentar deixar o país. Após 11 dias, o TRF da 1ª Região liberou o banqueiro condicionando a soltura ao uso de tornozeleira eletrônica e à proibição de contatos com outros alvos, como Augusto Ferreira Lima, Luiz Antônio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.
