A pancadaria que marcou a final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético, neste domingo (8/3), no Mineirão, terminou com impressionantes 23 expulsões registradas em súmula pelo árbitro Matheus Candançan. A marca estabeleceu um recorde absoluto no futebol brasileiro e colocou o clássico entre as partidas com mais cartões vermelhos já registrados na história do futebol.
Apesar do número elevado de expulsos após a confusão generalizada nos acréscimos, alguns jogadores conseguiram passar ilesos pelo tumulto e, ao menos na súmula do árbitro Matheus Candançan, saíram “inocentados” da briga. Confira abaixo a lista dos “inocentados” da confusão:
Cruzeiro — não expulsos
Entre os jogadores relacionados pelo Cruzeiro, 11 não receberam cartão vermelho:
- William
- Kaiki
- Lucas Silva
- Matheus Pereira
- Matheus Cunha
- Jonathan Jesus
- Japa
- Arroyo
- Wanderson
- Bruno Rodrigues
- Chico da Costa
(Obs.: os demais relacionados — Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge — foram expulsos.)
Atlético — não expulsos
Entre os jogadores relacionados pelo Atlético, 11 não foram expulsos:
- Natanael
- Dudu
- Vitor Hugo
- Cissé
- Bernard
- Scarpa
- Igor Gomes
- Reinier
- Perez
- Cuello
- Pascini
(Obs.: os expulsos foram Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.)
Relembre a confusão
A confusão começou já nos acréscimos, após um desentendimento entre o goleiro Everson e o meia Christian dentro da área. O que parecia apenas mais uma discussão de clássico rapidamente virou uma cena digna de filme de ação: Lucas Romero entrou na discussão e acertou um soco no goleiro do Atlético, jogadores que estavam no banco invadiram o gramado e, em poucos segundos, o campo virou palco de empurrões, chutes, socos e até algumas tentativas de voadora.
Seguranças e integrantes das comissões técnicas tentaram separar os atletas, mas a briga se espalhou pelo gramado do Mineirão por alguns minutos, até que os ânimos fossem finalmente contidos.
As imagens rodaram o mundo. Jornais e portais internacionais repercutiram a pancadaria e não economizaram nos adjetivos. Na Europa, veículos classificaram o episódio como “loucura”, “batalha campal” e até “vergonha do Brasil”. Nas redes sociais, páginas de futebol com milhões de seguidores também destacaram o episódio, chamando a cena de “caos absoluto”.
