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Os parques da Estrada Real: 6 destinos imperdíveis para quem ama a natureza

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Instituto Estrada Real / Divulgação

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A Estrada Real abriga milhares de quilômetros quadrados de área preservada. Verdadeiros tesouros que guardam a fauna e a flora de importantes remanescentes de Mata Atlântica, Cerrado e Campos. Separamos alguns que escondem verdadeiros tesouros para os amantes da natureza. Descubra uma unidade de conservação e viaje pela Estrada Real.

Parque Estadual do Rio Preto – Distrito de São Gonçalo do Rio Preto

 A origem do nome do Parque Estadual do Rio Preto é a existência de rio com nome homônimo que atravessa o seu interior. O rio Preto é um afluente do rio Araçuaí que, por sua vez, é do Jequitinhonha. A área do Parque abrange todas as suas nascentes.

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Em 1991 o rio Preto foi declarado “Rio de Preservação Permanente” pelo IEF, e dois anos depois foi sancionada a lei que autorizou a criação do Parque Estadual do Rio Preto com o objetivo principal de proteger as nascentes do rio Preto.

Inserido no complexo da Serra do Espinhaço, o parque está situado totalmente no pequeno e tranqüilo município de São Gonçalo do Rio Preto/MG, distante 56 km de Diamantina. Seus principais destaques: a beleza cênica de suas paisagens, marcadas por imensos afloramentos rochosos; as inúmeras cachoeiras e piscinas naturais, como a Cachoeira dos Crioulos e a Cachoeira da Sempre-Viva; e, ainda, grande importância na proteção de nascentes da bacia do rio Jequitinhonha e de diversas espécies de fauna ameaçadas.

Parque Estadual do Itacolomi – Ouro Preto

O parque abriga o Pico do Itacolomi, com 1.772 metros de altitude, que era ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real, como o bandeirante paulista Antônio Dias, que o chamava de “Farol dos Bandeirantes”. A palavra itacolomy vem da língua Tupi e significa “pedra menino”, os índios viam o pico como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.

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O parque apresenta vários tipos de atrativos, sendo muitos alcançados por caminhos e trilhas demarcados e de fácil acesso, o mais difícil é a caminhada até o Pico do Itacolomi com seus 1772 m de altitude. Outra atração é Fazenda São José do Manso, construída entre 1706 e 1708, era um polo produtor de chá na primeira metade do século 20, é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais. Foi tombada em 1998.

Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce. Os mais importantes são os córregos do Manso, dos Prazeres, Domingos e do Benedito, o rio Acima e o ribeirão Belchior.

Diversas espécies de animais raros e ameaçados de extinção podem ser encontradas na unidade de conservação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores.

Parque Estadual do Ibitipoca – Lima Duarte

‘Ibitipoca’ é uma palavra tupi-guarani que significa “Serra que estoura” ou “Serra estourada”, devido à grande incidência de descargas elétricas (raios) ou, também, à grande quantidade de grutas. É um dos parques de minas mais visitados no Estado e um dos mais reconhecidos do Brasil e uma das principais atrações turísticas da região.

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Localizado na Serra do Ibitipoca, uma ramificação da Serra da Mantiqueira, o Parque Estadual do Ibitipoca é divisor das águas das bacias dos rios Grande e Paraíba do Sul. Abriga um conjunto de cachoeiras, grutas, picos e rios. Trilhas levam a diversas cachoeiras com piscinas naturais, como a dos Macacos, da Janela do Céu e a da Cachoeirinha. E também ao Pico da Lombada, 1.784 m de altitude, e o Pico do Pião, com 1.712 m, onde se encontram ruínas de uma igreja. Há ainda grutas, algumas abertas à visitação, como a dos Viajantes, que apresenta vários salões.

A fauna é rica, com a presença de espécies ameaçadas de extinção, como a onça parda, o lobo guará e o primata sauá. Aparecem também o macaco barbado (bugio), o papagaio-do-peito roxo, o coati, o andorinhão-de-coleira falha, entre outros. Dentre os anfíbios, encontra-se uma espécie de perereca que foi identificada pela primeira vez na região, a Hyla ibitipoca.

Parque Estadual Nova Baden – Lambari

O Parque Estadual Nova Baden está situado na Serra das Águas de Lambari, parte da Serra da Mantiqueira, e foi criado com objetivo de preservar importantes nascentes de águas minerais da cidade, que faz parte do Circuito Mineiro das Águas.

O nome do Parque é uma referência ao alemão Américo Werneck, da cidade de Baden-Baden que, no século 19, instalou-se na região.

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O parque possui uma área de 214,47 hectares de rara beleza, que abrigam espécies vegetais como o jequitibá, cedro, peroba, palmito, jacarandá, pinheiro brasileiro, cedro, entre outras. Os recursos hídricos são um dos principais elementos do parque. Várias nascentes existem no interior da mata, sendo a mais importante a cachoeira Sete Quedas, que proporciona uma visão excepcional.

Parque Nacional Serra do Cipó – Serra do Cipó

O título de “Jardim do Brasil” dado pelo paisagista Burle Marx à Serra do Cipó, em 1950, faz jus a um dos conjuntos naturais mais exuberantes do planeta. A região encanta há séculos viajantes, naturalistas, os atuais turistas e seus moradores.

Com altitudes que variam entre 700 e 1.670 metros de altitude, a Serra do Cipó localiza-se na porção sul da Serra do Espinhaço, importante divisor de duas grandes bacias hidrográficas brasileiras: a do São Francisco e a do Rio Doce.

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Os turistas são atraídos pelas inúmeras cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais, como também pelos cânions, gargantas sinuosas e profundas que abrigam cachoeiras e poções em seu interior. Além dos atrativos naturais, na região do Parque, é possível encontrar resquícios da história do descobrimento do Brasil, construída pelos escravos e ainda pinturas rupestres, com idade estimada entre 2 mil e 8 mil anos.

Parque Nacional Serra dos Órgãos – Petrópolis

Criado em 30 de novembro de 1939, é o terceiro parque mais antigo do país, representando um importante marco na história das Unidades de Conservação Brasileiras.

Trata-se de uma região bastante rica em diversidade vegetacional, abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas pela ciência, como palmeiras, palmito, pindobinhas, xaxim e, particularmente, embaúba. Fauna, que tem 462 espécies de aves, a maior registrada na Mata Atlântica, além de 130 espécies ameaçadas de extinção.

É um dos melhores locais do país para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada, rapel e outros; além de ter fantásticas cachoeiras. O Parque tem a maior rede de trilhas do Brasil. São mais de 200 quilômetros de trilhas em todos os níveis de dificuldade: desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas, que exige três dias e é considerada a caminhada mais bonita do Brasil.

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