O setor de turismo registrou crescimento no Brasil no início de 2026, com aumento no número de empregos formais, alta no fluxo de passageiros em voos domésticos e avanço na chegada de turistas internacionais. Em Minas Gerais, o segmento de eventos corporativos tem contribuído para o desempenho do setor, especialmente em Belo Horizonte, com impactos em áreas como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.
Dados divulgados pelo Ministério do Turismo mostram que 7,4% dos eventos corporativos realizados no país acontecem em Minas Gerais. Segundo o governo federal, mais de 25 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos entre janeiro e março deste ano, crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025.
No turismo internacional, o Brasil recebeu mais de três milhões de visitantes estrangeiros no primeiro trimestre, o maior volume já registrado para o período. O setor também acumulou a criação de mais de 86 mil empregos com carteira assinada em um ano.
O fundador e CEO da MeEventos, Tiago Ferreira, afirmou que Minas Gerais apresentou crescimento no segmento de eventos corporativos entre 2024 e 2025.
“Teve um destaque muito grande de 2024 para 2025, que a gente viu um crescimento de mais de 14% somente em eventos corporativos. E a gente atribui muito ao olhar das empresas, como elas estão enxergando a forma de fazer eventos”, afirmou.
De acordo com ele, as empresas passaram a enxergar encontros corporativos como estratégia de relacionamento, marketing e vendas, deixando de considerar essas iniciativas apenas como custo operacional.
“Deixou de ser algo que o pessoal via como custo antigamente, como uma estratégia mesmo de venda e de marketing. Então, a gente vê cada vez mais empresas promovendo palestras, treinamentos, workshops, feiras e congressos”, disse.
Durante o Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, o governo federal anunciou medidas de crédito voltadas para microempreendedores e ações para ampliar a inclusão no atendimento turístico. A expectativa do setor é de manutenção do crescimento ao longo de 2026, impulsionado pelo turismo de negócios e pela ampliação da circulação de passageiros no país.
