O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) corre contra o tempo para iniciar as obras de duplicação da BR-381, no trecho entre Ravena, distrito de Sabará, e o Trevo de Caeté. Em visita a Minas Gerais em janeiro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, fez a previsão de começo das intervenções no primeiro trimestre.
Porém, o prazo pode não ser cumprido. O Dnit afirma que ainda há pendências em projetos executivos.
O trecho faz parte da chamada “Rodovia da Morte”, nome dado a estrada devido ao grande número de acidentes fatais. Dados da Confederação Nacional de Trânsito (CNT) mostram a violência e os perigos da via. Em 2025, registrou 2.843 acidentes, quase 30% das ocorrências em rodovias federais em MG, e foi palco de 158 mortes.
O trecho entre o km 480 e 490, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é o ponto mais crítico, somando 280 acidentes e 9 mortes em um curto espaço de 10 quilômetros.
Uma das apostas para a diminuição dessas ocorrências é a duplicação da rodovia. Porém, as obras ainda seguem sem previsão de início no trecho entre Ravena e Caeté. Por meio de nota, o Dnit explicou que uma equipe de analistas do órgão e de funcionários da empreiteira/projetista realizará uma inspeção na rodovia com o objetivo de sanar as pendências relativas aos projetos e acelerar o início das obras.
Entrave segue em outro trecho
A parte da rodovia mais próxima de Belo Horizonte, que vai do Anel Rodoviário até Ravena, também vive um impasse. As obras neste trecho ainda não podem começar devido a desapropriação de cerca de 800 famílias que vivem ao longo da pista.
Para as realocações nesse trecho, estão previstos investimentos em torno de R$ 300 milhões, incluindo indenizações, compra assistida e construção de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O ministro Renan Filho disse, em janeiro, que, com o avanço das negociações, a expectativa é que esse segundo trecho também entre em obras no fim do primeiro semestre de 2026.
