O senador Carlos Viana (Podemos/MG), presidente da CPMI do INSS, voltou a defender o repasse de recursos para Fundação Lagoinha. Em coletiva à imprensa, Viana justificou os repasses de mais de R$ 3,6 milhões, e afirmou que os recursos foram direcionados diretamente a prefeituras e entidades de caridade e não a envolvidos no Caso Master.
Fala de Viana acontece após o ministro Flávio Dino pedir explicações sobre o envio das chamadas “Emendas PIX” de Viana.
“Vou responder [o STF], mas espero que seja uma provocação constitucional, republicana. Está muito claro que esta é uma retaliação às minhas falas. E demonstra, claramente, que o Congresso está sendo desrespeitado”, desabafou Viana. “Porque que não, primeiro, fizeram uma investigação para saber se esse dinheiro chegou às pessoas? Fizeram logo um questionamento a mim”, pontuou.
Expectativa de prorrogação da CPMI
O presidente da CPMI se disse, ainda, confiante de que a Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS seja prorrogada. Pedido está nas mãos do ministro André Mendonça, do STF.
“Estou com muita confiança de que vamos conseguir prorrogar, para o bem do Brasil. Esta não é uma CPI burocrática, palanque político”, afirmou Viana. “Se esperavam um presidente omisso, medroso, com dívida ou alguma situação a prestar. Eu não tenho nada. Nenhum tipo e preocupação em investigar quem quer que seja”, completou.
Assista a um trecho da fala de Carlos Viana:
