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Exclusivo: Bernard desperta interesse do futebol grego e pode deixar o Atlético na próxima janela

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Meia desperta interesse de Panathinaikos e PAOK em meio à reformulação do elenco e pressão interna no clube (Foto: Pedro Souza/Atlético)

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O meia Bernard tem o futuro em aberto e é um dos cotados para deixar o Atlético na próxima janela de transferências. Com contrato até dezembro de 2027, o jogador de 33 anos despertou interesse de clubes do futebol grego, entre eles o Panathinaikos, onde atuou entre 2022 e 2024, e o PAOK. As duas equipes monitoram a situação e podem formalizar propostas já para o meio do ano.

O camisa 11 é um dos nomes avaliados internamente no processo de reformulação do elenco. A diretoria admite a possibilidade de saídas, sobretudo de jogadores com alto custo e rendimento abaixo do esperado, cenário que se encaixa no momento vivido pelo meia.

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Nesta segunda passagem pelo Galo, Bernard soma 96 jogos, com oito gols e três assistências, números considerados discretos.

Além da questão técnica, o jogador também se envolveu recentemente em uma polêmica. Na última semana, ao marcar contra o Juventud de Las Piedras, pela Copa Sul-Americana, comemorou com as mãos nas orelhas, gesto interpretado como provocação à torcida. Após a partida, o meia pediu desculpas, mas o episódio repercutiu negativamente no clube e entre parte dos torcedores.

Momento tenso nos bastidores

Internamente, o clima já era de cobrança. O técnico Eduardo Domínguez demonstrou incômodo com a postura do elenco e tornou pública a insatisfação em entrevista coletiva recente.

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A declaração foi bem recebida pela diretoria e por acionistas da SAF, que enxergam o posicionamento como alinhado ao diagnóstico interno. A avaliação é de que a cobrança pública não abalou a confiança no trabalho do treinador e reforça a necessidade de mudanças no grupo.

Nesta semana, o colunista Jorge Nicola ouviu um dos acionistas do Atlético, que demonstrou forte insatisfação com a postura do grupo. Segundo ele, há atletas pouco comprometidos com o projeto, o que pode provocar mudanças no curto e médio prazo, em um movimento interno descrito como “expurgo”.

“A verdade é que parte do elenco está pouco comprometida com o projeto. Faremos ajustes no meio do ano, de três a quatro nomes, e mais dois ou três no fim do ano. E são peixes graúdos. Tudo isso para um futebol que custa 500 milhões de reais por ano. Quem não entregar 100% todos os dias será expurgado do projeto”, afirmou.

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