A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou com cautela as medidas anunciadas pelo governo federal para tentar conter a alta dos combustíveis em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. A entidade reconhece que o aumento do preço internacional do petróleo pressiona custos da indústria e da logística no Brasil, mas alerta para os riscos fiscais das medidas adotadas pelo Planalto.
O governo Lula anunciou nesta semana uma Medida Provisória que cria uma subvenção para reduzir o preço da gasolina, com possibilidade de ampliação do benefício para o diesel. O mecanismo prevê compensações financeiras a produtores e importadores de combustíveis por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP.
Para a Fiemg, ações emergenciais podem ajudar a diminuir impactos imediatos sobre inflação, transporte e atividade econômica. A federação destaca que oscilações nos preços dos combustíveis afetam diretamente os custos operacionais das empresas, pressionam margens de lucro e reduzem a competitividade da indústria.
Em nota, o presidente em exercício da entidade, Bruno Melo Lima, afirmou que a volatilidade no mercado internacional de energia exige atenção do governo e do setor produtivo. Segundo ele, a alta dos combustíveis amplia os custos logísticos e compromete o planejamento das empresas.
Apesar disso, a Fiemg afirma que medidas de subsídio exigem cautela diante do atual cenário de incerteza global. A entidade avalia que o uso de receitas extraordinárias do petróleo para compensar os gastos da subvenção pode gerar dúvidas sobre a previsibilidade das contas públicas.
A federação também defende que políticas emergenciais sejam acompanhadas de responsabilidade fiscal, transparência e segurança regulatória para evitar novos impactos sobre investimentos e crescimento econômico.
Além das medidas imediatas, a Fiemg cobra soluções estruturais para reduzir os custos da economia brasileira e fortalecer a segurança energética do país. A entidade afirma que continuará acompanhando os desdobramentos das ações anunciadas pelo governo federal.
