A Seleção Brasileira não existe mais.
Isso é uma percepção não literal, mas da qual tenho muita convicção. A impressão que tenho é de que as novas gerações, pós-2002, possivelmente não verão mais o pentacampeão do mundo voltar a conquistar o título mais importante de todos.
O Brasil ainda tem talentos, é verdade. Alguns bons jogadores, mas nenhum, repito, nenhum capaz de assumir qualquer nível de protagonismo.
A ideia de trazer o italiano Carlo Ancelotti para a Seleção não foi ruim. Mas, se ele quiser espantar qualquer dúvida sobre sua capacidade — hoje profundamente criticada em razão da eliminação —, precisará mudar. Definitivamente, iniciar um novo ciclo com um entendimento mais preparado do que é ser o treinador da ex-maior seleção do mundo.
Não cometer erros infantis, como convocar o lateral Danilo ou viver da esperança de que Neymar ainda é jogador de futebol, é o principal deles.
Ser eliminado por uma equipe mediana como a Noruega — da qual, em vários momentos pós-2022, pensávamos se sequer seria capaz de estar no Mundial — é um fator determinante para repensarmos o que estamos fazendo com aquele que é o nosso maior patrimônio.
Só Haaland não pode explicar uma eliminação desse nível, ainda mais em uma precoce oitavas de final de Copa do Mundo.
Porém, olhar para o Diabo Loiro e não sentir uma certa inveja — sim, o mesmo sentimento que todos tinham de nós em outras épocas — é praticamente impossível.
Hoje, olhamos para os vikings e nos perguntamos onde erramos. Desde o 7 a 1 contra a Alemanha, passando pelos fiascos contra Bélgica, Croácia e, agora, Noruega.
Talvez a resposta seja uma só: não somos tão bons quanto pensávamos.