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Mais de 25 milhões de brasileiros usam bets ilegais e ministro diz que governo vai reter fundos

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Ministro da Justiça revela que mercado clandestino de apostas equivale a até metade das redes legais e promete rigor contra o crime. (Foto: Gerada por IA)

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O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, informou nesta sexta-feira (19/6) que 25,2 milhões de brasileiros usam bets ilegais. O número de plataformas de apostas acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto devido ao tamanho do mercado clandestino. Diante disso, o governo federal anunciou que vai bloquear os recursos financeiros dessas empresas e repassar os valores para o fundo nacional de segurança pública.

Os dados revelam que as bancas virtuais não autorizadas representam entre 41% e 51% do total de plataformas que operam na legalidade. O Ministério da Justiça já coordenou ações que resultaram na derrubada de mais de 40 mil páginas da internet. O chefe da pasta argumentou que o crime organizado possui fortes estímulos financeiros para migrar e lavar dinheiro no setor, exigindo uma atuação dura do Estado.

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Concentração em fintechs e o balanço das investigações financeiras

Por sua vez, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou a engenharia financeira por trás do funcionamento dessas redes criminosas. Os técnicos identificaram que apenas 350 pessoas físicas operavam a totalidade dos mais de 40 mil aplicativos e sites clandestinos desativados pela Anatel. O grupo utilizava a estrutura de 37 instituições financeiras, formadas majoritariamente por fintechs e empresas de meios de pagamento.

Por fim, a Secretaria de Prêmios e Apostas intensificará o monitoramento das transações eletrônicas junto ao Banco Central para sufocar o fluxo de caixa dessas redes. As autoridades federais planejam endurecer os critérios de compliance para as plataformas que buscam a regularização definitiva do serviço de jogos no país. A ofensiva conjunta busca proteger a integridade econômica das famílias e estancar a evasão de divisas.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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