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Processo de revitalização da Praça Raul Soares é alvo de polêmica que envolve pessoas em condição de rua

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Mateus Liberato / Rede 98

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Localizada no coração de quatro grandes avenidas da capital mineira (Augusto de Lima, Olegário Maciel, Amazonas e Bias Fortes), a Praça Raul Soares é um dos grandes símbolos de Belo Horizonte. O ponto turístico sofreu com a desvalorização do espaço urbano durante décadas, porém, em 2023, passa por um processo de revitalização, que vai desde serviços de paisagismo, por parte da Prefeitura, até a chegada de novos estabelecimentos e opções de lazer.

Atualmente, a Praça Raul Soares conta com a presença de vários bares e restaurantes novos, além de lojas de conveniência. Isso tem atraído novos frequentadores e vem transformando o local em um point da capital mineira. Inclusive, neste ano a praça conta com uma iluminação especial de Natal. Uma árvore de 15 metros foi erguida em comemoração à data.

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O processo de revitalização da Praça Raul Soares agrada muitos frequentadores, porém gera certa divergência. Afinal, a ausência de pessoas em condição de rua, que habitavam o local, também chama a atenção. Cliente assíduo do Salão Tesoura de Ouro, barbearia com mais de 60 anos de funcionamento na praça, o ex-prefeito de Abaeté, Armando Greco Filho, disse que a revitalização é um processo que só trouxe benefícios até o momento.

“Antes da revitalização, nós não tínhamos sossego. Eu não tenho nada contra os moradores de rua, mas a Praça Raul Soares não é lugar para eles ficarem. Hoje, nós temos uma viatura da Guarda Municipal todas as noites no local. Então, isso é muito importante, já que a praça é um retrato de Belo Horizonte. Hoje ela tem vários comércios e restaurantes de altíssimo nível. Ela está sendo totalmente revitalizada e o local está maravilhoso. Gostaria de parabenizar ao prefeito Fuad Noman”, ressaltou Armando.

A única reclamação do ex-prefeito de Abaeté é em relação à instalação de uma banca de revistas em frente à barbearia. “Colocaram uma banca em um local onde não deveria. Agora, quando chove, a água entra dentro da barbearia. A banca poderia ter sido colocada na altura da Augusto de Lima”.

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Em contrapartida, o jovem Juan Carlos, natural de Campinas, interior de São Paulo, elogia o processo de revitalização da Praça Raul Soares, porém cobra um tratamento melhor em relação às pessoas em condição de rua.

“Já morei em Belo Horizonte há oito anos atrás e hoje frequento a cidade como turista. Ela está crescendo e o processo de revitalização é válido. Porém, acho que o número de moradores de rua continua grande. Com base nessa ideia de melhoria da praça, a Prefeitura deveria considerar a abertura de pontos de apoio ou abrigo para as pessoas necessitadas. Elas não podem ser simplesmente retiradas do local”, ressaltou Juan.

Em nota oficial, a Prefeitura de Belo Horizonte ressalta que, devido a um contrato específico, que teve início em 2021, a Praça Raul Soares passou por melhorias, com execução de obras e serviços de paisagismo, conforme informações disponíveis no site da PBH.

“Atualmente, a Subsecretaria de Zeladoria Urbana (Suzurb) da capital informa que a manutenção de rotina da Praça Raul Soares ocorre diariamente durante a semana, das segundas às sextas-feiras. Em um contrato de manutenção continuada executado pela Gerência de Manutenção Centro-Sul, a administração municipal tem atuado através de ações intersetoriais na busca de fazer da Praça Raul Soares um local adequado para convivência e trânsito de pessoas. Para isso, rotineiramente, são executados serviços de jardinagem, irrigação, manutenção de pisos e topiaria, acabamentos de canteiros, adubação mineral e orgânica, entre outras manutenções”, afirma a nota da Prefeitura.

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A PBH ainda informou que não realiza a retirada de pessoas em condição de rua. “A Prefeitura de Belo Horizonte informa que, seguindo normativas nacionais e decisões do poder judiciário, além de considerar o respeito à dignidade humana, não realiza retirada ou remoção compulsória de pessoas em situação de rua. Portanto, o trabalho do município está direcionado para a construção de possibilidades de superação da vida nas ruas a partir da estruturação da autonomia”, ressaltou a nota oficial.

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