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Anvisa determina recolhimento de molhos de tomate com vidro; saiba marca e lote

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O produto teve a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo suspensos (Pixabay)

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nessa quarta-feira (7/1), o recolhimento de um molho de tomate após a identificação de pedaços de vidro no alimento.

A medida é referente ao lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, que teve a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo suspensos.

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A suspensão foi determinada após um alerta emitido pela rede RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed – Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações)que informou que o lote do molho de tomate importado para o Brasil continha pedaços de vidro.

Segundo a Anvisa, a rede RASFF é uma ferramenta da União Europeia para a troca rápida de informações sobre riscos graves em alimentos e rações animais.

Suplemento Neovite Visão

Outro produto que deve ser recolhido por determinação da Anvisa é o Neovite Visão, suplemento alimentar voltado para a saúde ocular, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb).

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A ação fiscal atinge apenas os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. Eles estão proibidos de ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos.

Esses lotes foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Além disso, a quantidade de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) nos produtos está acima do limite permitido.

A empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes. Isso ocorre quando a própria fabricante identifica irregularidades em seus produtos.

Ervas Brasil

Além disso, os suplementos de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e o Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., também foram alvo de ação de fiscalização sanitária e devem ser apreendidos. Os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e consumidos.

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A empresa não tem Licença Sanitária e nem Alvará de Funcionamento, e utilizou ingredientes não autorizados em alimentos. Além disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas, associando o seu uso a benefícios funcionais e de saúde, sem comprovação científica.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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