O que se sabe até agora
- agente dos EUA deixou o Brasil após decisão do Itamaraty
- medida segue princípio de reciprocidade
- decisão responde à saída de delegado brasileiro dos EUA
- um segundo norte-americano teve acesso à PF suspenso
- cooperação entre os países foi impactada
Um funcionário do governo dos Estados Unidos deixou o Brasil após o Itamaraty aplicar o princípio da reciprocidade em resposta a uma decisão do governo norte-americano. O agente, identificado como Michael Myers, atuava em cooperação com a Polícia Federal (PF) e deixou o país na quarta-feira (23/4).
Medida responde a decisão dos EUA
A ação brasileira foi adotada após o governo dos Estados Unidos determinar que um delegado brasileiro deixasse o país. O caso envolve o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e a Polícia Federal (PF).
O princípio da reciprocidade prevê que um país adote medidas equivalentes às decisões tomadas por outro Estado nas relações internacionais.
Agente atuava em cooperação com a PF
Michael Myers trabalhava desde 2024 na troca de informações entre os dois países. A saída ocorreu após a retirada de suas credenciais para atuação no Brasil. Segundo autoridades, ele antecipou o retorno aos Estados Unidos.
Segundo norte-americano também foi alvo
Além de Myers, outro cidadão dos Estados Unidos teve medidas aplicadas. Neste caso, o acesso à Polícia Federal foi suspenso, mas ele permanece no país. A identidade não foi divulgada.
PF confirma medidas adotadas
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, detalhou as ações. “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE.”
Decisão seguiu modelo adotado pelos EUA
De acordo com o governo brasileiro, as medidas foram tomadas de forma equivalente às ações norte-americanas. A iniciativa foi aplicada de maneira verbal, repetindo o procedimento utilizado anteriormente pelos Estados Unidos.
