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Saiba identificar quem compra bebidas diretamente com o fabricante

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No Brasil, existem dois caminhos confiáveis para adquirir bebidas destiladas (Sandro Araújo/Agência Saúde DF)

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Os recentes casos de intoxicação por metanol no Brasil acenderam um alerta para a origem das bebidas servidas em bares, restaurantes e supermercados. Para reduzir riscos, o consumo seguro depende de um sistema de comercialização rigoroso, que acompanha o produto desde a fábrica até o consumidor final.

No Brasil, existem dois caminhos confiáveis para adquirir bebidas destiladas. O primeiro é a compra direta do fabricante, adotada por grandes redes como Carrefour e Assaí, que destacaram seguir um padrão rigoroso de qualidade aplicado a todos os produtos disponíveis em suas unidades. O segundo é por meio de distribuidores homologados, empresas autorizadas a fornecer produtos com procedência garantida a bares, restaurantes e casas de coquetelaria. Segundo a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), tanto a compra direta quanto a aquisição por distribuidores homologados assegura a autenticidade e a integridade dos produtos.

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O controle sobre a produção e a distribuição de bebidas no Brasil envolve diferentes níveis de fiscalização. No âmbito federal, o governo estabelece normas e regulações; nos Estados, órgãos locais acompanham o cumprimento dessas regras; e, nos bares e restaurantes, a responsabilidade passa para as autoridades municipais.

Uma lei de 1994 determina que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é responsável por registro, padronização e fiscalização da produção e do comércio de bebidas O ministério também pode autorizar órgãos estaduais e municipais de saúde a atuar na fiscalização, garantindo que o controle chegue a todas as etapas do processo.

Distribuidores homologados e bares especializados

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Os bares tradicionais e casas de coquetelaria compram produtos apenas de distribuidores homologados, que passam por um processo rigoroso de aprovação das fabricantes. A Diageo e a Pernod Ricard Brasil têm, cada uma, 53 distribuidores e parceiros homologados espalhados pelo País. É possível consultar nos sites oficiais da Diageo (plataforma The Bar) e da Pernod Ricard Brasil quais estabelecimentos compram diretamente das fabricantes, garantindo que estejam dentro do sistema formal e autorizado.

Um distribuidor homologado é como uma extensão oficial do fabricante, aprovado para representar a marca junto a bares, restaurantes e varejistas. Para obter essa certificação, o distribuidor precisa comprovar qualidade no armazenamento e na logística, garantindo que as bebidas cheguem ao ponto de venda em condições ideais. Também deve comprovar capacidade financeira e estrutural, mantendo estoques adequados e distribuição eficiente em todo o território.

Canais oficiais de venda online

Além de abastecer bares e redes de varejo, os fabricantes também oferecem lojas próprias de e-commerce, que permitem ao consumidor comprar diretamente da marca com segurança. A Diageo, por exemplo, opera a loja oficial The Bar, enquanto outras marcas mantêm plataformas equivalentes.

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Nos principais marketplaces, como Amazon, Mercado Livre, Wine, Casa da Bebida e Engage Eletro, também é possível encontrar lojas oficiais, identificadas e verificadas pelos próprios produtores.

Bares fazem treinamentos para identificar bebidas seguras

A ABBD e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) promovem treinamentos online gratuitos para estabelecimentos comerciais. O programa Bebida Segura já capacitou mais de 13 mil empresas, a maior parte concentrada em São Paulo e regiões próximas. A capacitação orienta empresários sobre como garantir a segurança e a procedência das bebidas servidas. Nas próximas semanas, a capacitação para estabelecimentos deve ser fortalecida em âmbito nacional. Também foi lançada uma cartilha educativa com protocolos de segurança e orientação sobre rótulos e lacres.

O Labuta Mar, na Glória, no Rio de Janeiro, foi um dos estabelecimentos que passaram pelo treinamento. O bartender Madyer Fraga, de 28 anos, conta que a atenção redobrada virou obrigação na rotina. “Aprendi a reconhecer quando o rótulo está diferente do original”, contou. “No caso do uísque, o nome precisa estar grafado corretamente: ‘uísque’, com acento. Os rótulos oficiais são produzidos na Casa da Moeda e não se desfazem ou borram em contato com água. Se isso acontecer, é um forte sinal de falsificação.”

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Segundo a Abrasel, a desconfiança inicial dos consumidores chegou a reduzir em cerca de 30% as vendas de destilados. Agora, se observa uma recuperação gradual, com alta de 10% nas vendas na última semana, especialmente em categorias como uísque e gim. A solução encontrada por quem trabalha com a boemia é manter a transparência de forma permanente. “Mantemos toda a documentação dos fornecedores impressa para apresentar a qualquer cliente que queira conferir. Todos têm registro junto ao Ministério da Agricultura e autorização da Vigilância Sanitária”, afirmou Madyer.

Para os consumidores, a Abrasel indica os seguintes cuidados essenciais:

. verificar rótulos;

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. confirmar a presença do lacre da Receita Federal;

. comprar apenas de fornecedores confiáveis;

. exigir nota fiscal;

. desconfiar de preços muito abaixo da média;

. inutilizar as garrafas após o uso, evitando que sejam reutilizadas por falsificadores

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