PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

No STF, Gilmar Mendes ataca ‘penduricalhos’ de juízes e cita ‘estado de desordem’

Siga no

(Divulgação/STF)

Compartilhar matéria

O ministro Gilmar Mendes classificou como “inconstitucional” e um “estado de desordem” o atual sistema de pagamento de verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos” — no serviço público. A forte declaração abriu os debates na tarde desta quarta-feira (25/3) durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que acontece neste momento e analisa a manutenção da suspensão de benefícios que ultrapassam o teto constitucional de R$ 46,3 mil.

Ao longo de sua fala no plenário, o magistrado destacou a disparidade salarial gerada por esses pagamentos extras, especialmente na comparação entre as justiças estadual e federal. “Penso que se trata de um regime que não guarda compatibilidade com o caráter nacional do Poder Judiciário e com o princípio da isonomia, mostrando-se, portanto, inconstitucional”, cravou Mendes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além disso, o ministro criticou a proliferação dessas verbas mesmo sob a vigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele pontuou que o órgão “talvez em alguns momentos tenha vacilado no sentido da construção de um sistema remuneratório coerente ou único”.

Suspensão de benefícios e padronização

O plenário da Corte avalia as decisões individuais proferidas anteriormente pelo próprio Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino. Em fevereiro, eles já haviam determinado a suspensão imediata de pagamentos sem base legal a servidores dos Três Poderes. Dessa forma, além de julgar o mérito das restrições, os ministros também devem definir se haverá regras de transição para que os órgãos públicos consigam se adequar às novas normas.

Por fim, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, reforçou que o objetivo principal da análise é uniformizar os critérios de remuneração. Enquanto o Congresso Nacional não regulamenta o tema de forma definitiva, Fachin ressaltou que a medida busca “avançar na padronização, garantir mais transparência, fixar limites e promover economia de despesas”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Alckmin: 26 Estados aderiram à subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado

Pesquisa Ipsos-Ipec: 49% defendem Bolsonaro em prisão domiciliar; 42% querem retorno à Papuda

Pobres não podem pagar por irresponsabilidade das guerras, diz Lula

Tarcísio recebe maior honraria de MG na Medalha da Inconfidência 2026; veja a lista de agraciados

STF derruba por unanimidade lei de Santa Catarina que proibia cotas em universidades

Lei cria programa de proteção a vereadores ameaçados em Belo Horizonte

Últimas notícias

Artur Jorge exalta entrega do Cruzeiro após vitória sobre o Grêmio: ‘De corpo e alma’

Cruzeiro vence o Grêmio no Mineirão, deixa o Z-4 e ganha fôlego no Brasileirão

Maior café coado de MG vira atração em Varginha, no Sul de Minas

Atlético condena ameaças a Reinier e pede união entre torcida e elenco

Atlético enfrenta o Coritiba buscando se manter vivo em briga pelo G-6; saiba onde assistir

Homem usa máscara realista para furtar cachorro da ex em pet shop e acaba preso em SP

Engavetamento com seis veículos trava BR-040 em Nova Lima e deixa criança ferida

Após ‘susto’ na Sul-Americana, Atlético deve ter mudanças contra o Coritiba; veja provável escalação

Prefeitura processa a si mesma e diz à Justiça que não consegue localizar o próprio endereço