A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) cobrou responsabilidade fiscal, controle das despesas públicas e previsibilidade econômica após o resultado das eleições presidenciais. Em posicionamento divulgado nesta segunda-feira (26/10), a entidade defendeu que o próximo governo priorize o equilíbrio das contas públicas e adote regras que deem segurança às empresas para investir, produzir e contratar.
A federação manifestou preocupação com o aumento dos gastos públicos e com medidas de curto prazo que, segundo a entidade, podem pressionar a inflação, dificultar a redução dos juros e elevar o custo do crédito para empresas e famílias.
Fiemg aponta riscos para investimentos e produção
O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirmou que o governo federal deve criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir. Segundo ele, a condução da política econômica precisa considerar os efeitos das decisões fiscais sobre a atividade produtiva nos próximos anos.
“Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz. O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir. Isso exige responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis”, declarou Roscoe.
A entidade também alertou para os efeitos da incerteza econômica sobre os custos industriais. Entre os pontos de preocupação estão o nível dos juros, o preço dos insumos e as dificuldades de financiamento para empresas que pretendem ampliar a produção.
Para a Fiemg, medidas que aumentam as despesas no curto prazo não podem comprometer o equilíbrio fiscal dos próximos anos. Roscoe afirmou que o aumento de gastos sem uma fonte sustentável de recursos pode resultar em mais inflação, juros elevados e redução dos investimentos.
Federação cita reação do mercado financeiro
A Fiemg também mencionou a movimentação do mercado financeiro nesta segunda-feira, marcada por queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros. Para a entidade, essas oscilações reforçam a necessidade de definições claras sobre a política econômica do próximo governo.
O posicionamento ocorre após a conclusão da eleição presidencial e a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A federação defende que as decisões econômicas do novo mandato considerem os efeitos sobre a confiança dos investidores e a capacidade de expansão das empresas brasileiras.
Fiemg defende abertura de novos mercados
Além do controle das despesas públicas, a entidade defendeu avanços na abertura comercial e na diversificação dos parceiros internacionais do Brasil. Segundo a Fiemg, a conquista de novos mercados pode reduzir a dependência de poucos parceiros, ampliar as oportunidades de exportação e estimular investimentos na indústria.
A federação também citou a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios como condições necessárias para ampliar a competitividade das empresas mineiras e brasileiras.
A Fiemg afirmou que continuará atuando de forma institucional e independente, mantendo o diálogo com o governo federal, o Congresso Nacional e outras instituições na defesa dos interesses da indústria de Minas Gerais.
