O caso de discriminação envolvendo um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ganhou um novo e decisivo capítulo nesse sábado (15/2). O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, utilizou suas redes sociais para anunciar que determinou o levantamento de qualquer vínculo do docente com projetos do Governo do Estado, visando o desligamento imediato do profissional.
“Acabo de determinar que o Governo do Estado levante a presença desse senhor em qualquer projeto conduzido em favor do Estado, para providências imediatas de desligamento”, afirmou Simões em publicação oficial.

A medida ocorre em resposta à crescente indignação pública após a divulgação de ataques preconceituosos desferidos pelo professor contra um homem cadeirante.
Retrospecto: O que aconteceu?
O episódio que chocou a comunidade acadêmica e as redes sociais veio à tona no último sábado (14/2). De acordo com denúncias formalizadas e relatos da esposa da vítima. Pedro Benedito Casagrande, professor da Escola de Engenharia da UFMG teria proferido falas discriminatórias Pedro Edson Cabral Vieira.
O caso foi registrado como um ato de preconceito explícito, ferindo não apenas o código de ética da universidade, mas também a legislação vigente. A denúncia aponta que a vítima foi hostilizada em virtude de sua condição. Pedro é cadeirante e estava na companhia da esposa, quando tudo aconteceu. Segundo a chef de cozinha, Juliana Duarte, ela foi até o restaurante onde o professor estava e pediu para que ele retirasse o carro estacionado em cima da faixa de pedestre, obstruindo a rampa de acesso. O homem não teria gostado da atitude da mulher e se dirigiu a Pedro Edson com falas discriminatórias.
Reações e Medidas Administrativas
Logo após a denúncia a UFMG informou que está apurando os fatos através de seus órgãos de controle interno e que não tolera qualquer forma de discriminação.
No entanto, a pressão política e social acelerou as consequências para o professor. Além da investigação interna na universidade, a intervenção direta do vice-governador Mateus Simões sinaliza que o docente perderá espaço em consultorias e parcerias técnicas que mantinha com o Executivo Estadual.
Por que este caso é importante?
O posicionamento do Governo de Minas Gerais reforça uma tendência de “tolerância zero” para agentes públicos ou prestadores de serviço envolvidos em crimes de ódio ou condutas discriminatórias. Especialistas em direito administrativo apontam que o desligamento de projetos estaduais é uma prerrogativa do governo para garantir que os valores éticos do Estado sejam preservados.
A Rede 98 entrou em contato com o professor e com a UFMG. Assim que houver um retorno, esta reportagem será atualizada.