A Tok&Stok iniciou o fechamento de novas lojas pelo país e colocou produtos em liquidação com descontos de até 70% após o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador da rede e da Mobly.
Grupo Toky acumula dívida bilionária
O Grupo Toky entrou recentemente com pedido de recuperação judicial alegando deterioração financeira e necessidade de reorganização da operação. A empresa informou uma dívida superior a R$ 1,1 bilhão.
Segundo a companhia, fatores como juros elevados, crédito restrito e queda no consumo de bens duráveis pressionaram o caixa da operação. O setor de móveis também sofre os efeitos do endividamento das famílias e da desaceleração do consumo após o boom registrado durante a pandemia.
Lojas fechadas e corrida por descontos
Além da unidade do D&D Shopping, a Tok&Stok já encerrou neste mês operações no bairro Pompeia e no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista. Na Bahia, a loja do Salvador Shopping também fechou as portas.
Funcionários relatam que algumas unidades podem encerrar as atividades antes do prazo inicialmente previsto devido à alta procura durante a liquidação.
Fundador da Tok&Stok virou um dos maiores credores
O empresário Régis Dubrule, fundador da Tok&Stok, aparece hoje como um dos principais credores do Grupo Toky. Segundo documentos da recuperação judicial, a dívida da empresa com ele chega a R$ 149 milhões.
Parte desse valor envolve uma dívida originalmente ligada ao Itaú e posteriormente adquirida pelo empresário. Com a crise, os fundadores avaliam uma possível retomada do controle da companhia.
O que significa recuperação judicial
A recuperação judicial não representa falência imediata. O mecanismo permite que a empresa suspenda temporariamente cobranças enquanto negocia dívidas e apresenta um plano de reestruturação.
Especialistas apontam que varejistas costumam recorrer a medidas como fechamento de lojas, renegociação com fornecedores, venda de ativos e redução operacional durante esse processo.
Consumidores devem acompanhar pedidos
Clientes que possuem compras pendentes ou aguardam entregas devem acompanhar os pedidos e guardar comprovantes de pagamento, notas fiscais e protocolos de atendimento.
Dependendo do andamento do processo judicial, consumidores que ainda aguardam produtos ou reembolsos podem entrar na lista de credores da companhia.
