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Governo de MG divulga balanço de operação contra o crime organizado

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Evento contou com presença de Matheus Simões e líderes da PM, Polícia Civil e do Departamento Penitenciário (Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG)

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O Governo de Minas Gerais, em parceria com as forças de segurança do Estado, deflagrou, nesta terça-feira (23/12), a Operação Dominus, que mira o avanço de facções criminosas em Minas Gerais. A ação contou com a participação da Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil, e do Departamento Penitenciário de Minas Gerais.

O evento contou com a presença do vice-governador Mateus Simões (PSD), que afirmou que o objetivo da operação é desarticular grupos criminosos locais, com foco de atuação no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul da capital mineira, e em presídios.

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“Nós tomamos a decisão de não permitir que a Serra seja ocupada, de nenhuma forma, pelas organizações criminosas que estão tentando se instalar em Belo Horizonte. As forças policiais chegaram e não sairão até que a gente tenha certeza absoluta de que qualquer tentativa de instalação dessas organizações criminosas esteja frustrada. O crime organizado não tomará conta do território do maior aglomerado da Região Metropolitana de Belo Horizonte.”

De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária no contexto da operação.

Como resultado das ações desencadeadas, até o momento, dez pessoas foram presas, sendo duas em razão do cumprimento dos mandados; outras duas em flagrante pela PCMG, pelo crime de tráfico de drogas; e seis em flagrante delito pela Polícia Militar, além de três menores apreendidos.

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Simões destacou a presença das três principais facções criminosas do Brasil em Minas Gerais e as apontou como principais alvos da operação.

“Sabemos que três das grandes organizações criminosas brasileiras estão presentes em Minas Gerais, tentando se estabelecer de forma organizada, como já fazem em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Nós não vamos permitir que isso aconteça.”

A Operação Dominus

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o homicídio de Júlio César Ferreira Peixoto, de 33 anos, vulgo “Grande”, ocorrido no sábado (20/12), na Avenida Carandaí, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima já era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas.

Desde a data do crime, a PCMG, em conjunto com os setores de inteligência das forças de segurança de Minas, trabalha para identificar autoria e motivação do homicídio, que pode estar vinculado a uma disputa entre facções criminosas que atuam no tráfico de drogas. Uma carta manuscrita, encontrada no veículo da vítima, já é objeto de análise e perícia.

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A Operação Dominus foi deflagrada nesse contexto, mobilizando um efetivo de 120 policiais civis, 25 viaturas, além do apoio aéreo de duas aeronaves.

A inteligência penitenciária identificou a existência de grupos criminosos locais que, embora não formalmente vinculados às grandes facções, apresentam elevado potencial de cooptação, alinhamento ideológico e futura adesão às bandeiras das principais organizações criminosas em atuação no Estado.

Unidades prisionais alvo de buscas

  • Ceresp Gameleira;
  • Complexo Penitenciário Nelson Hungria (CPNH);
  • Presídio de Santa Luzia;
  • PPACP Juiz de Fora;
  • Presídio de Ubá;
  • Presídio de Araxá;
  • Presídio de Lavras;
  • Presídio de Divinópolis;
  • Presídio de Aimorés;
  • Presídio de Governador Valadares;
  • Penitenciária Francisco Floriano de Paula;
  • Penitenciária Pimenta da Veiga;
  • Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo;
  • Presídio Regional de Montes Claros;
  • Complexo Penitenciário de Ponte Nova;
  • Presídio de São João del-Rei;
  • Presídio de Pirapora;
  • Presídio de Teófilo Otoni;
  • Presídio de Nanuque;
  • Penitenciária Agostinho de Oliveira Júnior;
  • Presídio de Pouso Alegre;
  • Presídio de Guaranésia/Guaxupé;
  • Presídio Promotor José Costa.

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