Servidores de diferentes hospitais da rede Fhemig relataram dificuldades no uso do novo sistema de prontuário eletrônico da Fhemig, chamado Tasy. O sistema é responsável por gerenciar prontuários, prescrições médicas e a dispensação de medicamentos. Os trabalhadores alegam que a ferramenta tem provocado lentidão nos atendimentos, aumentado a burocracia e dificultado a liberação de medicamentos e materiais hospitalares.
A técnica de enfermagem do Hospital Júlia Kubitschek, Carolina Guedes, afirmou que as exigências do sistema podem atrasar atendimentos em situações de urgência.
“Eu sempre consegui atender meu paciente em tempo óbvio e essas vidas para nós elas tem valia porque alguém confiou e quando eu vejo um sistema barrar o meu atendimento e me dizer o que eu posso ou não fazer meu paciente isso gera o óbito do meu paciente, isso me frustra.”
No Hospital Regional de Barbacena, a enfermeira Silvana Teixeira criticou a dependência da internet para o funcionamento da plataforma.
“A gente teve uma promessa de que o TASI funcionaria sem internet. É mentira. Se o internet cai, o TASI cai todo. Você não consegue ter acesso à medicação, à prevenção do paciente. Você não consegue ter acesso à evolução, a pedidos de exame. Tudo depende do TASI. Não adianta a gente querer colocar algo dentro do sistema, nosso hoje, que nós não temos condição de gerenciar.”
Representantes sindicais também afirmaram que os problemas se somam à falta de pessoal e às condições já enfrentadas pelos servidores da rede estadual. Sobre isso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fhemig, Carlos Augusto Martins, admitiu que o crescimento da demanda hospitalar não está sendo acompanhado pela reposição de servidores.
“Somos um hospital público de porta aberta, ou seja, nossas demandas são sempre crescentes e a administração não segue esse ritmo fazendo também reposição do quadro dos profissionais que estão ali atendendo.”
A direção da Fhemig defendeu a implantação do Tasy. Segundo os gestores, o sistema substitui uma plataforma considerada ultrapassada e oferece mais rastreabilidade e segurança para pacientes e profissionais. A fundação informou que a implantação é gradual e que equipes estão sendo treinadas para aperfeiçoar o funcionamento da ferramenta.
