O ex- governador de Minas Gerais e pré-candidato a Presidência da República, Romeu Zema, fez duras críticas ao que chamou de “casta dos intocáveis” em Brasília e defendeu uma política de redução de gastos públicos como prioridade central, caso dispute a Presidência da República.
As declarações foram dadas em entrevista exclusvia ao programa Café com Leite, da Rede 98, onde o governador apontou insatisfação da população com a gestão federal e citou casos de supostos privilégios dentro da máquina pública.
“Esse governo atual está lá para beneficiar essa casta dos intocáveis. Contratos milionários, empregos para esposa, para sobrinho, para irmão, como a gente vê, e o brasileiro sofrendo”, afirmou.
Corte de despesas como prioridade
Zema destacou que, em um eventual governo federal, a principal medida seria o corte de gastos públicos. Segundo ele, a estratégia seguiria o modelo adotado em Minas Gerais.
“Prioridade zero: passar a faca nas despesas. Igual eu fiz aqui em Minas Gerais”, disse.
O pré-candidato citou a redução de cerca de 50 mil servidores no estado e afirmou que a medida contribuiu para reorganizar as contas públicas, incluindo regularização de pagamentos e repasses.
Defesa de transparência nos gastos
Durante a entrevista, Zema também defendeu maior transparência no uso de recursos públicos, especialmente em despesas do alto escalão.
Ele afirmou que pretende dar publicidade aos gastos do cartão corporativo da Presidência e cobrar prestação de contas de autoridades.
“Tudo que o cartão corporativo gastar eu vou dar publicidade. Não vai ficar 100 anos sob sigilo”, declarou.
O ex-governador também criticou o uso de recursos com viagens e hospedagens de alto custo por autoridades, afirmando que é possível reduzir esse tipo de despesa.
Propostas para programas sociais
Outro ponto abordado foi a reformulação de programas sociais. Zema defendeu critérios mais rígidos para concessão de benefícios, com exigência de qualificação ou contrapartidas.
“Só vai receber Bolsa Família quem merece. Se tem um emprego e você não aceitou, você deixa de receber”, afirmou.
Ele também sugeriu diferenciação no pagamento de benefícios, com maior apoio a famílias com filhos.
Críticas ao cenário nacional
Zema ainda citou desafios estruturais do país, como segurança pública, crescimento do crime organizado e desequilíbrio fiscal.
Segundo ele, projeções indicam aumento significativo da dívida pública nos próximos anos, o que reforçaria a necessidade de ajustes.
“O povo está no lixo, enquanto os intocáveis de Brasília vivem no luxo”, declarou.