A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (11/9) uma operação para identificar o suspeito de fazer graves ameaças a uma parlamentar mineira. Durante a ação, um aparelho de telefone celular foi apreendido. O nome da parlamentar não foi divulgado.
Segundo a PF, as ameaças tinham como finalidade dificultar o exercício do mandato da parlamentar.
O caso teve início em julho deste ano, quando a parlamentar recebeu mensagens por correio eletrônico com ameaças à sua integridade física.
As mensagens vinham acompanhadas de dados pessoais da vítima. Nelas, o autor teria relacionado expressamente as ameaças à atuação da parlamentar no exercício do mandato.
O que o investigado pode responder
Caso a participação nos fatos seja confirmada, o suspeito poderá responder pelo crime de ameaça relacionado ao exercício da função parlamentar.
- Pena prevista: até quatro anos de reclusão
- Punição adicional: pagamento de multa
- Material apreendido: um aparelho de telefone celular
A PF não divulgou o nome da parlamentar nem do investigado.
Casos de ameaças a parlamentares mineiras
O caso investigado pela Polícia Federal não é isolado. Em setembro de 2026, ao menos quatro candidatas ao Legislativo em Minas denunciaram episódios de violência na mesma semana: Duda Salabert, Bella Gonçalves, Ana Elisa e Andreia de Jesus.
Na terça-feira (8/11), Bella Gonçalves recebeu ameaças de morte e de estupro. Segundo a assessoria da parlamentar, as mensagens expunham dados pessoais dela e da família e buscavam intimidá-la para afastá-la da vida pública.
O padrão se repete desde 2023, quando as vereadoras Iza Lourença e Cida Falabella receberam ameaças de “estupro corretivo” nos e-mails institucionais da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em julho de 2026, a CMBH e o Ministério Público de Minas Gerais renovaram um acordo de cooperação para apurar casos de violência política de gênero.
