PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

PL Antifacção não vai tirar prerrogativas da PF, garante Hugo Motta

Siga no

Texto já foi reajustado por relator após repercussão negativa (PF/Divulgação)

Compartilhar matéria

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11/11) que o projeto de lei Antifacção não irá retirar prerrogativas da Polícia Federal (PF). Segundo ele, a manutenção das competências do órgão é “uma condição inegociável”.

O deputado reagiu às críticas feitas após a divulgação da primeira versão do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que limitava a atuação da PF em investigações sobre facções criminosas. “A Câmara não permitirá em nenhum momento que a Polícia Federal perca as suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós”, afirmou Motta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O projeto de lei, encaminhado pelo governo na semana passada, é uma das principais apostas do Ministério da Justiça para endurecer o combate ao crime organizado. No texto inicial, Derrite condicionava investigações da PF à autorização de governadores, o que gerou forte reação de entidades e autoridades da segurança pública. Após as críticas, o relator revisou a proposta.

Entenda

A versão original provocou manifestações contrárias da PF, que apontou “risco real de enfraquecimento no combate ao crime organizado”, e da Receita Federal, que classificou as mudanças como “inaceitável interferência e enfraquecimento da autoridade federal”. O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, também se posicionou, afirmando que o texto “limita o combate às facções”.

Motta disse estar empenhado em construir um texto de consenso. Segundo ele, o tema será discutido com líderes partidários e com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em reunião ainda nesta terça-feira. “A ideia é ouvir as sugestões do ministro para aperfeiçoar o texto e garantir que o projeto cumpra seu papel de fortalecer o combate ao crime organizado”, declarou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente da Câmara criticou a forma como o debate tem sido conduzido. “Estão querendo desvirtuar o debate sobre o PL 5.582 de 2025. Nós queremos o contrário: fortalecer os meios para que tanto a Polícia Federal como o Ministério Público Federal e as polícias estaduais tenham mais instrumentos para enfrentar as facções”, afirmou.

A expectativa é que um novo texto seja apresentado antes da votação, prevista ainda para esta semana.

Com informações de Agência Brasil

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

PT lança carta para evangélicos, evita pautas de costumes e reforça programas de Lula

‘Não é fácil suceder Lula’, diz Erika Hilton sobre futuro da esquerda

Após impor sigilo de 100 anos em processos de bets, Fazenda recua e promete transparência

Jarbas defende renegociação do Propag: ‘a mesa estava contaminada pela política’

‘Terras raras são o ouro do século XXI’, diz Jarbas Soares ao defender mineração responsável em MG

‘Não sou de esquerda, nem de direita’, diz Jarbas Soares

Últimas notícias

Em greve, professores de BH marcam nova assembleia nesta quarta-feira

BH suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após orientação federal

Wilton Pereira Sampaio apitará abertura da Copa do Mundo de 2026

Jarbas revela decepção e critica Zema: ‘me colocou para sair pela porta dos fundos’

98 Talks entrevista Jarbas Soares Júnior, pré-candidato ao Governo de Minas pelo PSB

Dólar vai a maior nível desde 30 de março com piora na perspectiva sobre guerra

Incêndio em garagem de ônibus causa prejuízo de R$ 21 milhões e destrói 27 veículos em BH

FESTIM leva teatro em miniatura, oficinas e atrações gratuitas a BH

Petróleo fecha em alta com escalada de tensões entre Israel e Irã