O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (3/11) que o governo federal ainda não concluiu a elaboração de novas medidas fiscais para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, também não houve discussões sobre futuras indicações para o Banco Central após as eleições.
Durante coletiva de imprensa, Durigan explicou que as reuniões com Lula estão concentradas na avaliação do cenário econômico e na construção de propostas para os próximos anos.
“Os processos não estão concluídos, nós estamos no meio desse debate”, afirmou.
O ministro assegurou que a equipe econômica pretende manter uma trajetória de melhoria das contas públicas, com revisão das políticas existentes e atenção aos investimentos considerados estratégicos.
“Nós vamos seguir uma trajetória de melhorar as contas públicas do país, melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá”, declarou.
Durigan acrescentou que a avaliação das políticas públicas não terá como objetivo retirar direitos, mas melhorar a aplicação dos recursos federais. Ele também afirmou que não existe uma data definida para a apresentação das medidas.
Ministro rebate especulações sobre Banco Central
Questionado sobre a reação do mercado financeiro à reeleição de Lula, Durigan afirmou que as informações sobre possíveis mudanças na direção do Banco Central são precipitadas.
“Nós não tivemos nem espaço de conversar com o presidente sobre novas indicações pro Banco Central”, disse.
Segundo ele, as futuras escolhas deverão seguir critérios técnicos, como ocorreu nas indicações feitas durante o terceiro mandato de Lula.
O ministro também negou que haja uma agenda marcada entre o presidente e outros economistas para discutir mudanças na política econômica.
“O presidente não tem agenda com outros economistas. Ele tem tido agenda comigo e, nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo”, afirmou.
Durigan defendeu que o próximo governo concilie o equilíbrio fiscal com os compromissos sociais assumidos durante a campanha eleitoral.
“Nós vamos achar os caminhos efetivos de equilíbrio para que a gente, como fizemos, melhoremos o fiscal do país e, ao mesmo tempo, a gente dê melhores condições de vida para as pessoas”, declarou.
Sobre uma eventual sucessão no Ministério da Fazenda, o ministro afirmou que ainda não participou de conversas sobre o assunto e que a decisão caberá ao presidente.