O senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu nesta segunda-feira (01/6), em Belo Horizonte, críticas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante participação no evento ELOOS, o parlamentar negou ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que o projeto foi viabilizado exclusivamente com investimento privado.
“Não teve dinheiro público no filme. Foi investimento privado num filme privado para contar a história do melhor presidente que esse Brasil já teve, Jair Messias Bolsonaro. O filme ficou lindo e muito em breve vocês vão ter boas notícias”, declarou.
A fala ocorre após questionamentos sobre o financiamento da produção e sobre a relação entre o senador e o empresário.
Flávio rebate críticas de Romeu Zema
Questionado sobre declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que classificou como inadequado o áudio em que Flávio aparece tratando de recursos para o filme, o senador afirmou que o mineiro se precipitou ao comentar o caso.
“Eu não pedi dinheiro para ninguém. Havia um contrato privado, um investimento privado para um filme privado. Acho que mais uma vez o Zema se precipitou”, afirmou.
Apesar da divergência, Flávio disse acreditar que os nomes da direita estarão unidos na disputa presidencial de 2026.
“Eu tenho a convicção que tanto o Zema quanto o Caiado, qualquer outro candidato de centro-direita, a gente vai estar unido, vai estar junto, porque a gente tem que impedir que o Brasil quebre de uma vez por todas nas mãos do PT”, declarou.
Senador muda foco para críticas ao governo Lula
Ao ser novamente questionado sobre o filme e sobre declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Flávio preferiu direcionar as críticas ao governo federal.
Segundo ele, os principais problemas do país atualmente estão relacionados à situação financeira das estatais e à segurança pública.
“O filme triste que a gente está vendo hoje é a notícia dos Correios, mais de R$ 3 bilhões de endividamento. O Brasil tem que mudar esse pesadelo que vive com o PT e que a gente vai mudar a partir de 2027”, afirmou.
Flávio cita PCC e CV ao comentar cenário nacional
Durante a coletiva, o senador também voltou a defender uma atuação mais rígida contra organizações criminosas.
“Eu fui lá pedir ajuda para que o Brasil possa combater esse câncer que tomou espaço no país. O Brasil vai entrar para o escudo das Américas contra esses terroristas”, disse ao comentar ações internacionais relacionadas ao combate ao PCC e ao Comando Vermelho.
Flávio participou do evento ELOOS em Belo Horizonte, onde também discutiu o cenário eleitoral de 2026 e a articulação da direita para a sucessão presidencial.