O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio à crise provocada pelas decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a permanência dele no cargo.
Em entrevista ao SBT, nessa quinta-feira (10/9), Lula afirmou que Andrei é um policial experiente e elogiou a atuação dele à frente da corporação.
“O Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, é o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país. É o companheiro que fiscalizou o Banco Master, que prendeu Vorcaro.”
Andrei foi afastado preventivamente na terça-feira (08/9) por decisão do ministro André Mendonça, do STF. O magistrado apontou suspeitas de monitoramento ilegal e de uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Federal.
A decisão começou a ser analisada pela Segunda Turma da Corte. Três ministros chegaram a formar maioria pela manutenção do afastamento, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.
No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao comando da PF. Mais tarde, o presidente do Supremo, Edson Fachin, suspendeu as decisões conflitantes e manteve o diretor-geral no cargo por enquanto.
Lula afirmou que Andrei passou a incomodar setores políticos justamente pela atuação da Polícia Federal nos últimos anos.
“Ele fez um trabalho extraordinário. Aliás, acho que ele incomoda muita gente porque a Polícia Federal nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga nesse mandato do Andrei. Por isso, eu quero dizer em alto e bom som: o Andrei é da minha total confiança.”
Fachin também deu prazo até esta sexta-feira (11/9) para que Andrei apresente informações ao Supremo. Depois da manifestação, o presidente da Corte deverá avaliar novamente a situação do diretor-geral da Polícia Federal.
A crise envolvendo a chefia da PF acontece em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e às divergências internas no Supremo sobre a condução das apurações.
