O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou, nesta quarta-feira (4/11), que sua candidatura à presidência do Senado não terá como principal bandeira o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o parlamentar garantiu que não será omisso diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por integrantes da Corte.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com 33 senadores, que escolheram Marinho para representar o grupo de oposição na disputa pelo comando da Casa, prevista para fevereiro de 2027.
“É evidente que nós não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição brasileira. Eu lhes afirmo que nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei”, declarou.
Marinho afirmou que eventuais pedidos de afastamento deverão ser analisados conforme a Constituição, sem antecipação de julgamentos.
“Se algum ministro do Supremo Tribunal Federal cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos. Mas nós não vamos antecipar, nem vamos fazer juízo de valor, porque a nossa candidatura é uma candidatura que respeita e defende a Constituição”, acrescentou.
Marinho critica possível interferência do STF no Senado
O senador também foi questionado sobre a possibilidade de ministros do Supremo interferirem na eleição para a presidência do Senado, como, segundo o questionamento apresentado na coletiva, teria ocorrido em disputas anteriores.
Marinho classificou esse tipo de atuação como antidemocrática e afirmou esperar que a situação não se repita.
“Esse tipo de interferência é indesejada, é antidemocrática e antirrepublicana. Então, eu não acredito que isso vai acontecer novamente. Espero que não aconteça. Se acontecer, certamente deve ser denunciado, inclusive por vocês”, afirmou.
O parlamentar também defendeu que o Senado recupere sua independência em relação aos demais Poderes e criticou o que considera uma postura de submissão do Legislativo.
Durante a coletiva, Marinho ainda defendeu a tramitação de propostas de anistia e manifestou apoio à adoção do voto aberto na eleição para a presidência do Senado. Segundo ele, a medida permitiria que os eleitores acompanhassem o posicionamento de seus representantes.