O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, classificou como “extremamente suspeita” a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (08/7). Durante conversa com jornalistas, o político também afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deveria autorizar uma operação contra a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
A operação foi determinada por Alexandre de Moraes para verificar se Bolsonaro ainda mantinha armas em casa após a determinação para entrega dos armamentos registrados em seu nome. Segundo a defesa do ex-presidente, nenhum material foi encontrado.
Zema questiona atuação de Moraes
Ao comentar a decisão do ministro do STF, Zema afirmou que Alexandre de Moraes não teria isenção para determinar medidas envolvendo Bolsonaro e fez referência ao contrato firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master.
“Avalio como, mais uma vez, uma operação extremamente suspeita. Acho que um juiz que se indispõe com outra pessoa tem uma suspeição para julgar. E vejo que ele deveria, na minha opinião, ter aprovado uma invasão à casa da advogada que fez um contrato de R$ 129 milhões. Será que ele aprovou essa operação?”
Na sequência, o ex-governador voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal.
“Essa operação é que está causando vergonha ao Brasil. Está falando que o Supremo tem gente lá que, em vez de olhar para os interesses do Brasil, está preocupada em ficar milionário. Será que ele vai aprovar essa operação? Esse brasileiro vai aplaudir muito mais e o mundo também.”
PF fez buscas por armas na casa de Bolsonaro
O mandado tinha como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos em nome de Jair Bolsonaro. De acordo com a defesa do ex-presidente, nenhum dos materiais foi encontrado durante a diligência.
Zema volta a criticar governo Lula por tarifa dos Estados Unidos
Após participar de reunião da Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios, em Brasília, Zema também comentou a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O pré-candidato afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é responsável pelo atual cenário nas relações entre os dois países.
“Se eu sou presidente dos Estados Unidos e estou vendo um presidente de um país agir dessa maneira, será que eu tenho interesse de contribuir com esse país? Eu acho que não. Eu vou ter interesse até em fazer alguma retaliação. Então, me parece que nós estamos colhendo aquilo que foi plantado.”
Segundo Zema, o Brasil deveria manter uma relação mais próxima com os Estados Unidos e evitar posicionamentos que, na avaliação dele, possam prejudicar a relação diplomática entre os dois países.