O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (15/6) que a privatização da Cemig deverá ser conduzida em uma próxima gestão estadual caso o atual governador, Mateus Simões, seja reeleito nas eleições de outubro.
A declaração foi feita durante um fórum da revista Veja. Na ocasião, Zema destacou ações realizadas ao longo de seus dois mandatos à frente do governo mineiro e citou a privatização da Copasa como uma das principais medidas adotadas.
Segundo o ex-governador, a venda da companhia de energia é o principal projeto que não foi concluído durante sua administração.
“Eu diria que o único grande projeto que nós não levamos adiante em Minas, mas que o próximo governador, Mateus Simões, vai levar, é a privatização da companhia de energia, que é a Cemig”, declarou.
Plano para privatizações federais
Pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, Zema voltou a defender um amplo programa de privatizações em âmbito federal caso seja eleito em 2026. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda de estatais seriam destinados à redução da dívida pública brasileira.
O ex-governador afirmou que a medida ajudaria a equilibrar as contas do governo e reduzir os custos associados ao endividamento do país. “Só nisso, vamos ter uma economia gigantesca. A dívida pública está caminhando para os R$ 10 trilhões”, declarou.
Zema classificou a proposta como parte de um “choque na gastança” e defendeu a ampliação das privatizações como estratégia para alcançar esse objetivo. “Além disso, privatizar. Privatizar tudo. Se privatizar, abater dívida”, afirmou.
