A produção industrial brasileira registrou alta de 0,7% em abril na comparação com o mês anterior, engatando o seu quarto mês consecutivo de avanço em 2026. Com esse desempenho recente, o setor acumula um crescimento expressivo de 4,4% apenas neste início de ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados oficiais da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) na manhã desta quarta-feira (3).
O resultado consolida a recuperação da atividade fabril e coloca a indústria 4,7% acima do patamar registrado no período pré-pandemia. No entanto, o volume total produzido pelas fábricas nacionais ainda se encontra 12,9% abaixo do nível recorde histórico obtido em maio de 2011. No balanço do primeiro quadrimestre, o indicador acumula uma expansão de 1,7% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
A variação positiva de março para abril contou com o impulso direto de 14 dos 25 ramos industriais pesquisados pelo órgão governamental. Os segmentos de indústrias extrativas e de produtos derivados do petróleo lideraram as principais influências do mês, ambos com expansão de 3,1%. Essas duas atividades econômicas completaram cinco meses consecutivos de expansão puxadas pelo óleo diesel e pelo minério de ferro.
Impactos positivos e ramos que amargaram perdas no mês
O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, explicou que a extração de óleos brutos e gás natural sustentou a forte pressão positiva no setor extrativo. As fábricas de artefatos de borracha e plástico, produtos de madeira e o setor têxtil também registraram bons números e ajudaram a inflar o resultado geral do indicador. O comércio exterior e o consumo interno aquecido ajudaram a escoar essa produção.
Por outro lado, 11 das atividades avaliadas pelo instituto de pesquisa fecharam o período em terreno negativo e seguraram um avanço ainda maior do índice. O segmento de produtos químicos amargou uma queda de 3,9% e exerceu o impacto negativo mais expressivo sobre a média nacional. Os setores farmacêutico, de máquinas e equipamentos e a montagem de veículos automotores também registraram recuo na produção.
Por fim, analistas de mercado avaliam que o crescimento contínuo da indústria sinaliza uma resiliência importante da economia brasileira diante dos juros atuais. O governo federal aposta na manutenção desse ritmo de atividade para impulsionar a geração de empregos com carteira assinada nas principais capitais. Novas projeções do Produto Interno Bruto (PIB) devem passar por revisões para cima nos próximos dias.
