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Trump se reúne com Lula na Malásia e diz que pode avançar nas negociações do tarifaço

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Presidentes Trump e Lula, da esquerda para a direita (Ricardo Stuckert / PR)

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O presidente Lula e Donald Trump se reuniram neste domingo (26/10), na Malásia, para discutir a crise política entre os governos e o tarifaço sobre as exportações brasileiras.

O encontro começou às 15h30, horário local, no Centro de Convenções de Kuala Lumpur (KLCC). Os dois governos confirmaram a realização da conversa, em paralelo à Cúpula de Líderes da Asean.

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Na sala 410, Trump estava acompanhado de Marco Rubio (secretário de Estado), Scott Bessent (secretário do Tesouro) e Jamieson Greer (USTR).

Com Lula, participaram o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o embaixador Audo Faleiro (Assessoria Especial) e o secretário-executivo Márcio Elias Rosa (MDIC).

Negociação do tarifaço

Questionado no início se poderia rever o tarifaço sobre o Brasil ainda neste domingo, Trump disse que estavam abertos a “avançar rápido” nesta discussão.

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Trump negou que sejam injustas as razões para aplicar o tarifaço ao Brasil, como defende o governo brasileiro.

“Não, acho que tudo é justo. Temos muito respeito pelo seu presidente e pelo Brasil. Provavelmente faremos alguns acordos”, respondeu Trump. “Eles podem oferecer muita coisa, e nós podemos oferecer muita coisa”.

“É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. É um país grande e bonito e vai muito bem. Acho que seremos capazes de fazer alguns bons acordos para os dois países. Vou deixar isso para Jamieson, Scott e Marco”, disse Trump. “Vamos acabar tendo uma relação muito boa, sempre tivemos.”

Trump desconversou quando questionado sobre quais eram as condições que o fariam reduzir as tarifas ao Brasil: “Vamos discutir por um tempo e provavelmente chegaremos a uma conclusão muito rapidamente”.

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Ele negou ter interesse em falar sobre a crise na Venezuela, a não ser que Lula desejasse pautar o assunto.

Condenação de Bolsonaro

Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump afirmou apenas que “sempre gostou dele” e que se entristeceu com a condenação por golpe de Estado.

“Eu sempre gostei dele, fiquei muito mal com o que aconteceu com ele”, respondeu o americano, sem dizer se desejava tratar do tema.

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