Belo Horizonte recebe até esta sexta-feira (29/05) o 1º Congresso Brasileiro de Assimetrias Cranianas, evento que reúne especialistas de diversas áreas da saúde para discutir o crescimento dos casos de alterações no formato da cabeça de bebês nos últimos anos.
Estudos internacionais apontam que as deformidades cranianas posicionais podem atingir entre 20% e 30% das crianças nos primeiros meses de vida.
Os dados fazem parte de uma revisão científica publicada na revista científica Children.
A condição acontece quando a cabeça do bebê apresenta achatamentos ou desalinhamentos, geralmente provocados pela permanência prolongada em uma mesma posição.
Especialistas afirmam que os casos se tornaram mais frequentes nas últimas décadas, principalmente após a recomendação para que os bebês durmam de barriga para cima — medida considerada fundamental para reduzir o risco de morte súbita infantil.
Segundo a pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Assimetria Craniana, Dra. Bruna Fabri, o diagnóstico precoce é essencial para evitar agravamentos.
“O acompanhamento desde os primeiros meses faz toda a diferença. Muitas vezes, com orientações simples de posicionamento e estímulos adequados, já conseguimos bons resultados”, afirma.
A médica destaca ainda que os pais devem observar possíveis alterações no formato da cabeça e procurar orientação profissional caso percebam achatamentos persistentes.
O congresso reúne profissionais das áreas de pediatria, fisioterapia, neurocirurgia, odontologia e fonoaudiologia para discutir diagnóstico, prevenção e avanços no tratamento das assimetrias cranianas.