O programa Terra Viva, voltado à recuperação de áreas degradadas no Brasil, deve receber aporte financeiro de 100 bilhões de dólares de um fundo de investimentos dos Emirados Árabes. A proposta combina regeneração do solo com aumento da produtividade agrícola.
Na prática, os recursos estrangeiros seriam aplicados na recuperação das terras e na ampliação da produção. O retorno ao fundo ocorreria por meio dos alimentos produzidos nas áreas revitalizadas, criando um modelo de cooperação que une financiamento externo e produção nacional.
Segundo o CEO do programa, Vitor Andrade, a iniciativa busca atender demanda complementares: de um lado, o Brasil, com potencial produtivo e áreas a recuperar; de outro, países que demandam segurança alimentar.
“Eles têm a necessidade da segurança alimentar e nós temos a necessidade da regeneração de terras. O fundo faz o financiamento ao produtor e em vez de pagar prestações o produtor devolve o alimento”, afirma.
De acordo com Andrade, produtores rurais poderão aderir ao programa por meio de assistência técnica da Emater de seu estado:
“A ideia é que a as Emater de todos os estados façam uma visita diagnóstica ao produtor para levar conhecimento do programa Terra Viva. A agricultura familiar é essencial dentro desse projeto, inclusive é o nosso foco principal: pequenos e os médios produtores.”
A proposta foi apresentada ao Ministério da Agricultura pelo Consórcio Terra Viva. A execução deve ficar sob responsabilidade da Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ASBRAER), que reúne entidades estaduais de assistência técnica e extensão rural e será responsável por operacionalizar os recursos no campo.
