PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Telescópio da Nasa identifica exoplaneta com superfície semelhante à de Mercúrio

Siga no

O novo exoplaneta está localizado a 49 anos-luz da Terra (Nasa/Divulgação)

Compartilhar matéria

Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A superfície do exoplaneta – que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar – se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b “não é um lugar agradável”.

“É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá”, disse Laura.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas – um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor – indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

O exoplaneta também é chamado de Kua’kua, termo que significa “borboleta” em um dialeto indígena costa-riquenho.

Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez”, acrescentou Laura.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Mundo

Irã classifica proposta de paz com os EUA como ‘legítima e generosa’

França e Espanha iniciam repatriação de passageiros do MV Hondius após surto de hantavírus

O que é o hantavírus? Entenda doença que provocou alerta internacional em cruzeiro

Ativista brasileiro Thiago Ávila será libertado por Israel neste sábado

OMS confirma seis casos de hantavírus ligados a navio de cruzeiro na Espanha

OMS vai às Ilhas Canárias para coordenar evacuação de cruzeiro com surto de hantavírus

Últimas notícias

Paulinho da Costa é 1º brasileiro nato a receber estrela na Calçada da Fama em Hollywood

Lula condiciona criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação de PEC pelo Senado

Lula sanciona lei que endurece regra para condenados por morte de policiais

Descubra qual seu artista mais ouvido de todos os tempos no Spotify

Projeto do Parque do Bexiga inspira novas cidades

Guerra amplia risco de falta de fertilizantes no agro

Nova lei redefine o que pode ser chocolate no Brasil

Cortes ameaçam atuação das agências reguladoras

Trem noturno Vitória Minas volta em julho