O PT intensificou as articulações para a disputa do Governo de Minas Gerais em 2026 após os sinais de que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não deve entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Com o enfraquecimento da possibilidade de candidatura de Pacheco, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) voltou ao centro das discussões do campo governista em Minas.
Nos bastidores, integrantes da executiva nacional do PT demonstram preferência pelo nome de Kalil, inclusive por questões partidárias com o PDT e pela avaliação de que o ex-prefeito possui força política e chances reais de vencer a eleição.
Ala estadual prefere aproximação com PSB
Já dentro da executiva estadual petista, conforme apurou a reportagem da 98, parte das lideranças defende a manutenção da aliança com o PSB em Minas Gerais.
Nesse cenário, o nome do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, filiado ao PSB, começou a surgir nos bastidores como uma possibilidade, ainda considerada distante, para a disputa ao governo estadual.
A avaliação interna é que uma composição com o PSB poderia ampliar o arco de alianças do campo governista no estado.
Gabriel Azevedo entrou na mira
Outro nome que apareceu nas conversas políticas foi o do ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB).
Também segundo a apuração da nossa reportagem , Gabriel foi sondado por integrantes ligados ao campo governista, mas ainda não houve uma procura formal por parte do PT.
Gabriel afirmou que segue em pré-campanha e que está aberto ao diálogo para eventuais alianças políticas em 2026.
Pacheco ainda não bateu martelo
Nesta terça-feira (19), o presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que Pacheco não será o candidato apoiado pelo PT no estado e disse que a legenda trabalha para construir um “palanque forte” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais.
Apesar da declaração, aliados de Rodrigo Pacheco afirmam que o senador ainda não encerrou as tratativas e deve ter uma última conversa com Lula antes de qualquer decisão definitiva.
Nos bastidores de Brasília, cresce a percepção de que Rodrigo Pacheco avalia uma possível indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), movimento interpretado por petistas como sinal de resistência à disputa eleitoral em Minas.
Mesmo assim, o presidente Lula ainda tentam uma última rodada de conversas para convencer o senador a entrar na corrida pelo governo mineiro.