O governo da China retirou a suspensão sobre três frigoríficos brasileiros, autorizando o reinício imediato das exportações de carne bovina para o país asiático. O anúncio ocorreu após reunião em Pequim entre o ministro da Agricultura do Brasil, André de Paula, e a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun. O encontro estratégico consolidou a reabilitação das unidades comerciais a partir desta terça-feira (19/5).
As três plantas industriais beneficiadas pela medida estavam impedidas de enviar produtos para o mercado chinês desde março de 2025 devido a restrições temporárias. Entre as empresas reabilitadas está o Frisa Frigorífico Rio Doce, localizado no município de Nanuque, no interior de Minas Gerais. As outras duas unidades liberadas pertencem ao Bon-Mart Frigorífico, de Presidente Prudente (SP), e à JBS S/A, situada em Mozarlândia (GO).
A atualização das empresas aptas a operar com o mercado asiático já consta no sistema de Registro de Empresas de Importação de Alimentos da China (Cifer). Com a nova determinação governamental, o Brasil passa a contar com 66 frigoríficos habilitados para o envio de carne bovina ao país. Além disso, as autoridades sanitárias chinesas confirmaram o início da implantação do sistema de certificação eletrônica para produtos cárneos no próximo mês.
Setor produtivo celebra avanço e destaca força diplomática
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) emitiu um comunicado oficial celebrando o desfecho positivo das negociações na Ásia. De acordo com a entidade, o fim do embargo valida o rigor técnico e a qualidade dos processos produtivos desenvolvidos no campo brasileiro. O setor avalia que a liberação restabelece o fluxo financeiro de importantes polos regionais de emprego que dependiam diretamente do comércio exterior.
“A medida representa uma importante conquista para o setor e reforça a confiança da China no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no Brasil”, destacou a Abiec em nota oficial.
A associação ressaltou que a reversão da penalidade é fruto de um esforço coordenado entre as equipes técnicas ministeriais e o corpo diplomático brasileiro nos últimos meses. Para as lideranças do agronegócio, a manutenção do diálogo aberto com Pequim chancela o Brasil como o principal fornecedor global de proteína vermelha. As indústrias planejam readequar as escalas de abate nas próximas semanas para suprir o aumento imediato na demanda de embarques.
