O Santos entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida contra o Coritiba, disputada no domingo (17/5), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube alega que houve erro de direito da arbitragem ao impedir o retorno de Neymar ao gramado após uma substituição considerada equivocada pela equipe santista, na derrota por 3 a 0.
Em nota oficial, o Departamento Jurídico do Santos afirmou que o episódio contrariou a decisão da comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições previsto nas regras da FIFA.
Como aconteceu o imbróglio?
O lance aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, durante a derrota santista por 3 a 0 na Neo Química Arena. Neymar estava fora do campo recebendo atendimento na panturrilha quando o quarto árbitro levantou, de forma equivocada, a placa com o número do camisa 10. A intenção da comissão técnica era substituir o lateral Escobar para a entrada de Robinho Júnior.
Ao perceber o erro, Neymar tentou retornar ao gramado e discutiu com a arbitragem, mas acabou advertido com cartão amarelo. Como o substituto já havia entrado em campo e a partida foi reiniciada, a troca foi considerada concluída, impedindo legalmente o retorno do atacante ao jogo.
O episódio ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido na última partida de Neymar antes da convocação oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, divulgada nesta segunda-feira (18/5). O atacante viveu momentos de forte indignação em campo, enquanto o Santos agora tenta reverter o caso na esfera desportiva.
Confira a nota do Santos
“O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores.
O que está em discussão não é performance técnica ou resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA.”
