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Homicídios caem 42,2% em 11 anos em Minas; assassinatos estimados sobem no estado

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Em 2024, segundo o Atlas da Violência 2026, foram 2.731 homicídios em Minas

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Minas Gerais registrou queda de 42,2% no número de homicídios nos últimos 11 anos, segundo dados do Atlas da Violência de 2026. Em contrapartida, apontou que o estado teve a maior alta de assassinatos estimados no Brasil entre 2023 e 2024.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que em 2024, Minas registrou, em números absolutos, 2.731 homicídios. No mesmo ano, teve 3.112 mortes violentas por causa indeterminada, alta de 43,6% em comparação com o ano anterior.

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Os casos são considerados subnotificações. O registro acontece quando o sistema de saúde identifica um evento violento como a causa da morte, como, por exemplo, disparo de arma de fogo, ou agressão física. Porém, não há a identificação da intencionalidade do ato – ou seja, se foi um homicídio, suicídio ou acidente.

Em todo o Brasil, o número de homicídios estimados chegou a 49.673, um aumento de 0,3%.

Queda nos homicídios

Em relação aos homicídios registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Minas Gerais apresenta queda nos últimos 11 anos. Em 2014, segundo o Atlas da Violência, foram 4.724 registros, contra 2.731 em 2024.

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A taxa de assassinatos por 100 mil habitantes saiu de 23,2% em 2014, para 12,8% em 2024.

Crimes violentos em Minas

Em nota, o governo de Minas informou que as forças de segurança acompanham diariamente os índices de criminalidade em todos os municípios do Estado e que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) ações preventivas, “especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, por meio do programa Fica Vivo!, voltado a jovens de 12 a 24 anos de comunidades de diversas cidades mineiras, contribuindo para a prevenção à violência e à criminalidade”.

A nota aponta que a metodologia de elaboração do Atlas da Violência pode influenciar os resultados observados pelo estudo e traz dados da Sejusp sobre crimes violentos em Minas entre 2024 e 2025: recuo de 20,34%, com redução dos homicídios consumados (-12,44%) e tentados (-21,11%), e dos roubos consumados (-29,20%) e tentados (-22,85%).

Leia a nota na íntegra:

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“O Governo de Minas informa que os números da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp MG) apontam que, entre 2024 e 2025, os crimes violentos em Minas recuaram 20,34%, com redução dos homicídios consumados (-12,44%) e tentados (-21,11%), dos roubos consumados (-29,20%) e tentados (-22,85%).

É preciso esclarecer que metodologia utilizada para elaboração do Atlas da Violência considera dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde sobre Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) e não definidas estritamente como homicídios.

Em ocorrências com possíveis indícios de violência, o procedimento prevê que as unidades hospitalares e os profissionais de saúde acionem as forças de segurança quando identificados sinais compatíveis com algum tipo de agressão. Cabe ao médico responsável avaliar a natureza da lesão e registrar, conforme as informações disponíveis no momento, a possível causa do ferimento. Em determinadas situações, contudo, não há elementos suficientes para definição imediata da dinâmica do fato, motivo pelo qual o caso pode ser inicialmente registrado como “causa indeterminada”. Ou seja: essa circunstância pode influenciar os resultados observados pelo estudo.

As forças de segurança de Minas Gerais acompanham diariamente os índices de criminalidade nos 853 municípios mineiros, com foco na adoção de estratégias integradas voltadas à prevenção e repressão qualificada da criminalidade, bem como à redução de mortes violentas e de sinistros de trânsito em todo o estado.

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A Sejusp desenvolve importantes ações preventivas, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, por meio do programa Fica Vivo!, voltado a jovens de 12 a 24 anos de comunidades de diversas cidades mineiras, contribuindo para a prevenção à violência e à criminalidade.

Entre as iniciativas estruturantes, destaca-se ainda a criação da Agência Central de Inteligência, responsável pela coordenação integrada das inteligências das forças de segurança estaduais, ampliando o compartilhamento de informações, o mapeamento de organizações criminosas e a definição de ações estratégicas de pronta resposta ao crime.

Nesse contexto, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) realiza ações ostensivas, preventivas e repressivas em todas as regiões do estado, com destaque para as Patrulhas de Prevenção a Homicídios e para a Gestão de Desempenho Operacional (GDO), iniciativas que identificam áreas de maior incidência criminal, monitoram tendências e orientam o emprego estratégico do policiamento para uma atuação mais eficiente no combate ao crime.

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por sua vez, atua na área investigativa com o apoio de serviços de Inteligência e de tecnologias especializadas, fortalecendo estratégias integradas de segurança pública em articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário.”

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João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

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