Dona Orádia Almeida de Jesus morreu aos 119 anos em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa segunda-feira (25/5). A informação foi confirmada pela família por meio de uma nota de pesar publicada nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada. O velório e o sepultamento acontecem na tarde desta terça-feira (26/5), no Cemitério Porto Seguro, em Ribeirão das Neves.
Nascida em 11 de setembro de 1906, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, Dona Orádia construiu a vida em Neves, onde era conhecida e querida pelos moradores do bairro Rosana. Ao longo de mais de um século, acompanhou transformações históricas, sociais e culturais no Brasil e no mundo.
Mãe de cinco filhos, ela era lembrada pela dedicação à família, pelo bom humor e pela forma simples de encarar a vida. Entre os hábitos que mais chamavam atenção estava o gosto por cachaça, citado pela própria idosa como um dos segredos da longevidade.
Nos últimos anos, a história de Dona Orádia ganhou repercussão além da comunidade onde vivia. Recentemente, ela foi homenageada pelo projeto Nonagenárias, iniciativa que valoriza mulheres com mais de 90 anos e preserva memórias de vida.
A mineira também estava inscrita no Guinness Book, em processo de reconhecimento oficial como a mulher mais velha do Brasil.
