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Copasa divulga nova versão da oferta de privatização com preço mínimo de R$ 47,23 por ação

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Copasa está em processo de privatização (Copasa/Divulgação)

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A Copasa divulgou nesta quinta-feira, 28, uma nova versão do aviso ao mercado da oferta pública de ações para privatização da companhia. O principal ponto da reformulação foi a divulgação do preço mínimo de R$ 47,23 por ação exigido pelo Estado de Minas Gerais para seguir com a operação.

Na véspera, a Copasa informou apenas que faria alterações na oferta, sem detalhar as mudanças. A revisão surpreendeu o mercado, já a expectativa para a quarta-feira era pelo anúncio do investidor de referência finalista.

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O governo mineiro decidiu rever a estrutura da operação após as ofertas apresentadas pelos interessados em se tornar acionista de referência ficarem abaixo do valor esperado pelo Estado, conforme apurado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado). Caso o preço definido no bookbuilding fique abaixo de R$ 47,23 por papel, a oferta será cancelada, segundo o documento.

Considerando a oferta base de 171,1 milhões de ações, a operação deve movimentar ao menos R$ 8,1 bilhões. Caso haja colocação integral do lote adicional, de até 19 milhões de papéis, o valor pode chegar a cerca de R$ 9 bilhões. Na versão anterior da oferta, a operação poderia alcançar até R$ 10 bilhões.

Com isso, a oferta poderá envolver cerca de 45% a 50% do capital da companhia, levando à perda do controle estatal. Atualmente, o governo mineiro detém cerca de 50% do capital da Copasa.

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Participavam do processo para investidor de referência a Equatorial, que atuou como investidor de referência na privatização da Sabesp, e a Itaúsa, por meio da Livorno, veículo de investimento que teria participação dividida em fatias de cerca de 33% entre os atuais acionistas da Aegea. Hoje, ela tem como sócios a Equipav (52%), o fundo soberano de Singapura GIC (35%) e a Itaúsa (13%).

O novo cronograma reabriu o período para entrega de documentos e reapresentação das propostas dos investidores de referência entre 28 de maio e 3 de junho. A definição do investidor de referência finalista está prevista para o mesmo dia. Caso haja empate entre propostas, a etapa de desempate ocorrerá no dia 5 do próximo mês.

O período de reserva e o bookbuilding terão início também em 5 de junho. A precificação da oferta está prevista para 11 de junho, enquanto o anúncio de início deve ocorrer em 12 de junho. As ações começarão a ser negociadas na B3 em 15 de junho, com liquidação financeira marcada para 16 de junho.

Em nota, a Copasa informou que republicação do Prospecto Preliminar e dos documentos oficiais da oferta pública segue a diretriz do Estado de Minas Gerais, na condição de acionista vendedor, e está “em estrita conformidade com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.

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“A reapresentação dos materiais cumpre o rito regulatório previsto pela Resolução CVM 160 e reflete integralmente as adequações de condições e prazos estabelecidas pelo acionista controlador. A Companhia esclarece que o cronograma atualizado estipula o encerramento do recebimento de propostas para o dia 3 de junho de 2026, garantindo a publicidade e a ampla competitividade do certame de desestatização perante investidores nacionais e internacionais”, diz o comunicado.

A companhia informou, ainda, que o teor completo das modificações, os fatores de risco associados e o detalhamento técnico do novo calendário estão plenamente acessíveis a todo o mercado por meio dos canais oficiais de Relações com Investidores no endereço https://ri.copasa.com.br/arquivamentos-cvm/documentos-entregues-a-cvm/.

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